Afonso Lins é reeleito para o CREA/AM e defende ampliação

O engenheiro civil Afonso Lins garantiu a reeleição para a presidência do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas). Confirmando a preferência ao cargo para o triênio 2021/2024, o engenheiro amplia a gestão pelo quarto mandato à frente do Conselho. O presidente falou ao Jornal do Commercio sobre este processo eleitoral, mais uma reeleição e reforçou as propostas para os próximos três anos.

Jornal do Commercio – Qual a sua análise sobre o pleito que acabou confirmando a sua reeleição?

Afonso Lins – No início da campanha, apostamos em lives nas redes sociais. Estávamos todos em casa, mas conversando sobre engenharia, agronomia e geociências. Foi uma experiência muito boa e ajudou muito na formatação do Plano de Gestão. Na medida que as autoridades foram permitindo pequenas reuniões, com distanciamento, máscara e álcool em gel, a gente pôde conversar ao vivo e adaptar os projetos que serão desenvolvidos nos próximos três anos.  Até que chegou o dia do pleito, penso que foi tranquilo, na medida do possível para uma eleição tão aguardada. 

Jornal do Commercio – Ser reeleito aumenta o compromisso com as entidades de classe?

Afonso Lins – Eu diria que aumenta o compromisso com os profissionais, com todos, inclusive os que não votaram em mim. A eleição acabou, agora é a hora de implantar os projetos para todos os 20 mil profissionais do Amazonas. E uma das iniciativas passa sim pelas entidades de classe. A gente tem ampliado a representatividade no Conselho. Somente este ano, quatro novas foram registradas: a associação dos engenheiros ambientais, dos engenheiro eletricistas, dos engenheiros mecânicos e dos engenheiros de segurança do trabalho. Queremos registrar mais entidades no próximo ano, inclusive no interior do Estado. Precisamos de representantes no Plenário do Crea que estejam próximos das demandas dos profissionais interioranos. 

Jornal do Commercio – A consolidação frente à presidência do conselho num cargo de representatividade para as áreas de engenharia e agronomia não é uma tarefa fácil. Na sua avaliação, quais os pontos considerados como cruciais para alcançar este resultado? 

Afonso Lins – Ser um gestor experiente ajudou. Estamos passando por um período de pandemia e muitos profissionais demonstraram preocupação em deixar o Crea Amazonas nas mãos de um gestor inexperiente no pós-pandemia. Mas eu penso que o processo de mudança iniciado em 2018 foi fundamental. Temos trabalho para apresentar e este trabalho foi muito bem avaliado. Nossos projetos e propostas para a próxima gestão, muitos deles, são complementos e continuidade do trabalho que já iniciou. Isso facilitou muito. Quem visita o Crea, vê a diferença de como era antes e como está agora. 

Jornal do Commercio – Quais foram as grandes mudanças no Conselho nos últimos três anos?

Afonso Lins – Difícil resumir numa resposta só. A gente começou na estrutura física do prédio. A sede é a casa do engenheiro e tinha goteira na sala do presidente. Tomei um susto no meu primeiro dia como presidente. Recuperamos o prédio, trocamos o cabeamento e investimos em tecnologia. Agora na nova gestão poderemos apresentar o resultado disso em serviços que serão oferecidos aos profissionais como o preenchimento da ART pelo celular, por exemplo. Levamos a fiscalização para o interior do Estado, que não acontecia antes. E facilitamos as ações nas zonas norte e leste de Manaus com a implantação da inspetoria da zona leste. Antes, o fiscal tinha que sair do Centro e enfrentar todo um trânsito para fazer o seu trabalho. Agora ele já sai da zona leste. Voltamos com os eventos sociais no Crea também, estimulando o networking dos profissionais. Participamos de todas as colações de grau que somos convidados. É um Crea Amazonas muito mais presente, muito mais atuante e muito mais participativo.

Jornal do Commercio – O que o profissional pode esperar em relação às metas para o próximo triênio? 

Afonso Lins – Muito trabalho. A reeleição é boa porque a gente não vai precisar de transição. Vamos pra cima implantar todos os projetos que a gente discutiu com os profissionais. Temos ainda muito a crescer como Conselho e como Sistema também. Porque o Crea não é sozinho, temos também o Conselho Federal e a Mútua, a nossa Caixa de Assistência.

Jornal do Commercio – Qual a principal  prioridade para mais um mandato? 

Afonso Lins – Fiscalização, sem dúvida. Entendo que a fiscalização ajuda inclusive na geração de empregos aos profissionais, porque obriga o contratante a trabalhar com profissionais registrados e habilitados. Para isso, vamos ampliar e dar mais qualidade a equipe de fiscais com o concurso público no primeiro semestre do ano que vem. Será a primeira vez na história do Crea Amazonas que terá um concurso de ensino superior para a fiscalização. Temos que pensar no pós-pandemia e a situação de trabalho, que já é um desafio hoje, deve ficar pior. Então, temos que fazer o possível como Conselho para colaborar. Inclusive, teremos um espaço de coworking para o profissional usar o Crea como o seu escritório. Enfim, combater o desemprego será uma das prioridades.

Jornal do Commercio – Uma das suas propostas é a luta pela valorização do profissional, de que forma pretende focar nesse reconhecimento?

Afonso Lins – O cumprimento do piso salarial, sem dúvida, é uma das formas. E cabe a fiscalização exigir este cumprimento. Estamos vigilantes nos concursos públicos também. Ao mesmo tempo, facilitar, com muita tecnologia, a vida do profissional. A Minerva será a inteligência artificial que vai ajudar no preenchimento da ART pelo celular. A própria compensação da ART em 30 minutos. O Crea ajudando o trabalho do profissional melhora até a qualidade de vida da pessoa que poderá passar mais tempo com a sua família, por exemplo. Isso também é uma forma de valorização.

Jornal do Commercio – Em relação às atividades de fiscalização, o que esperar?

Afonso Lins – Como falei antes, muito maior e com mais qualidade. O concurso público vai acontecer. E será aberto a todas as engenharias, a agronomia, as geociências, além dos tecnólogos das áreas afins e dos técnicos de segurança do trabalho. Queremos uma fiscalização maior e mais técnica. 

Jornal do Commercio – Qual a expectativa do Crea-AM para os próximos anos?

Afonso Lins – Um Conselho mais plural, com os profissionais melhor representados. Muito mais atuante no interior. Quando cheguei em 2018, tinha duas inspetorias. Crescemos para 19. E quero chegar em 2023 com 31 inspetorias no interior. E vamos conseguir. Na capital, queremos concluir a obra do prédio anexo, obra essa parada há muitos anos. E estamos adquirindo os imóveis vizinhos para ampliar os serviços que são oferecidos. 

Jornal do Commercio – Que mensagem você deixa aos seus eleitores?

Afonso Lins – A eleição acabou. Ela foi longa, mas acabou e agora precisamos nos unir. Somos todos uma classe só. E temos muito a fazer para deixar o Crea Amazonas como nós merecemos. Ele é de todos nós. Vamos juntos ao trabalho!

Eleição

Engenheiros, agrônomos, geógrafos, geólogos, meteorologistas, tecnólogos das áreas afins e técnicos de segurança do trabalho participaram da eleição nesta quinta que escolheu, além do presidente do Crea-AM, o presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), e diretores geral e administrativo da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-AM (Mútua-AM). Mais de 2 mil profissionais participaram do pleito.

Na Mútua, o Professor Sanches foi reeleito diretor-geral, enquanto o engenheiro civil Teishin Guenka foi eleito o diretor-administrativo. No Amazonas, o presidente do Confea, eng. civ. Joel Kruger, obteve a maioria dos votos. Ainda falta a totalidade na contagem de votos em todo o Brasil para definir o resultado do Conselho Federal. 

Os outros candidatos foram o engenheiro civil Cláudio Machado e o terceiro colocado, engenheiro agrônomo Carlos Alberto Magalhães.

Engenheiro civil, economista e bacharel em Direito, Afonso Lins foi eleito para o quarto mandato à frente do Crea Amazonas. Casado com a oftalmologista Cristina Garrido, é pai de Clara, Afonso Neto e Bernardo. Experiente, Afonso Lins já foi presidente da Associação de Amazonense de Engenheiros e Arquitetos por dois mandatos, além de coordenador nacional do Colégio de Presidentes do Confea e superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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