27 de fevereiro de 2021

Afinidade entre as pessoas decorre da igualdade de sentimentos, de idêntica forma de pensar e raciocinar. Tiveram longo curso de experiências semelhantes, por via das quais chegaram a conclusões mais ou menos idênticas. Elas dão-se bem umas com as outras, estimam-se mutuamente e têm prazer em se encontrar e ficar juntas.

    O ideal seria que pais e filhos tivessem afinidade plena, para que o entendimento entre eles fosse completo, sem discrepância, irrestrito. Essa ventura pode ser desfrutada em campos superiores da espiritualidade.

    No entanto, neste laboratório terreno, as condições são outras, e pais e filhos têm de se conformar com as diferenças de gênio, de temperamento, de gosto e de ideais, que imperam no seio da família.

    O Racionalismo Cristão assegura ser a família constituída de seres oriundos de campos diversos de evolução espiritual, justamente para que sejam exercitadas a tolerância, a necessidade de saber ceder ou não ceder, a cooperação com índoles desiguais, a obrigação de se ajustarem para uma vida em comum e unida.

    Muito se tem de aprender com essa disparidade sentimental, em que cada familiar está sempre pronto para puxar na direção oposta. O ideal é haver uma força de contenção para pôr o grupo em equilíbrio, e todos precisam colaborar para que essa força não desapareça.

    O que robustece tal força é a conduta dos pais, a capacidade de compreensão posta em relevo, a oportunidade de se oferecerem conselhos e exemplos para o cultivo da espiritualidade.

    Por esse meio, as diferenças tendem a desaparecer, porque, imperando o bom senso, o critério, a boa vontade, a autoridade e o amor, as almas acabam por entender-se, reconhecendo onde está a razão, aceitando-a e, com isso, promovendo o estabelecimento de uma afinidade que tenderá a desenvolver-se.

    A afinidade dos seres, de uns para os outros, será completa em graus superiores da jornada eterna, e já se podem considerar felizes os que a sentirem na Terra, embora com suas limitações.

    A afinidade e a amizade andam sempre juntas, e se esta é um dom espiritual em cultivo, aquela também não deixa de o ser. Daí a sabedoria superior que orienta a constituição do lar na base dessa verificada carência de afinidade, para que ali se estabeleçam campos vibracionais afins, por meio do afeto, da dedicação, do reconhecimento, da proteção e do auxilio, com o que muito se conseguirá no sentido do fortalecimento da afinidade.

    Como se vê, a afinidade tem sua participação na conquista da felicidade, uma vez que os que se estimam, e se sentem unidos por sentimentos afins, experimentam uma dose de felicidade quando se aproximam, e juntos podem conviver.

    Como todos aspiram à felicidade, não se deverão descurar dos seus fatores, dentre os quais a afinidade é um dos mais importantes. Assim, cumpre a cada um velar pelos seus interesses legítimos e, com sabedoria, tirar proveito dos ensinamentos que os podem levar a realizar os seus superiores intentos.

    No esforço para firmar os laços da afinidade está um dos mais hábeis roteiros para se processar o desenvolvimento de atributos espirituais que concorram, não só para a felicidade, conforme foi acentuado, como ainda para se alcançar outros poderes dominantes do espírito, que manifestam sua virtude no desenrolar de atividades socorristas, no mundo das relações humanas e no plano dos ideais espiritualistas.

    Fora do campo da espiritualidade também se encontra afinidade entre pessoas que alimentam os mesmos vícios, erros e inclinações: Diz-me com quem andas e te direi quem és ─ eis uma afirmativa popular criada para denunciar os prevaricadores de todas as espécies, quando querem passar por aquilo que não são. Esse gênero de afinidade é um reflexo, no campo inferior, do que existe no superior.

    A afinidade vai sendo apurada à medida que a evolução se processa, até atingir o ponto que é comum a todos os indivíduos. A verdade espiritualista, o poder espiritual e a sabedoria se unificam. Por isso, a afinidade torna-se comum quando a alma alcança o estado de pureza e perfeição. É para lá que todos caminham.

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