Afif diz que há articulação para lhe tirar o cargo

O vice-governador de São Paulo e ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos (PSD), afirmou que há “imensa mobilização” do Palácio dos Bandeirantes para tirá-lo do posto de vice e que foi isso que o fez pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) que suspendesse o processo de que é alvo na Assembleia Legislativa por acumular os dois cargos.
“Tive notícia de que houve imensa mobilização do governo para tentar convencer alguns votos. Foram conversas, não conheço o teor. Antes que desse certo, vamos matar o mal pela raiz”, afirmou.
Afif é alvo de um procedimento na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia paulista por acumular o cargo de ministro com o de vice-governador. Ontem, o STF suspendeu provisoriamente o processo, por considerá-lo ilegal.
Em junho, quando a tendência na comissão da Assembleia era favorável a Afif, o colegiado adiou a decisão sobre a perda de mandato do vice-governador para a volta do recesso, a pedido de um deputado do PSDB.
Para Afif, a decisão do grupo de postergar a votação foi tomada para que o governo tivesse tempo de deflagrar o processo de “convencimento”. “Exatamente por isso que pediram [adiamento], para dar tempo no recesso”, afirmou.
“Foi armação, um circo que o presidente [deputado Samuel Moreira (PSDB)] montou na Assembleia, inclusive com os deputados pedindo para postergar. Fui obrigado a apelar à Suprema Corte para botar ordem na casa.”
Segundo o vice-governador, a Assembleia “está criando um tribunal de exceção para reeditar um AI-5 em plena democracia”.
A CCJ da Assembleia tem 13 membros, dos quais oito tendiam a votar a favor de Afif. Desses, quatro pertencem à base de sustentação de Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia.
Eleito vice do tucano pelo DEM, em 2010, Afif se afastou do governador quando, no ano seguinte, trocou o partido pelo PSD, mais próximo do governo federal. O mal-estar entre os dois chegou ao ápice com a nomeação de Afif para o ministério petista.
Afif também questionou a decisão do presidente da Assembleia de permitir que a Casa analisasse o caso. Segundo Afif, Moreira “descaracterizou” o pedido inicial do deputado Carlos Giannazi (PSOL) ao seguir um parecer da Procuradoria da Assembleia e encaminhar o caso para a CCJ.
“O que ele faz? Pega o pedido, descaracteriza o crime e institui um procedimento de impeachment monocrático. Não foi o que foi pedido. Ele muda a finalidade exatamente para criar um constrangimento irreparável. É engraçado, o principal beneficiário é o que mais luta por isso.”

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