Aeroportos do interior do Amazonas precisam de recursos

Um novo modelo de gestão para os aeroportos localizados no interior do Amazonas e a mobilização de forças estaduais e federais visando à liberação de mais recursos voltados para a solução dos problemas identificados nos aeródromos.
Essas foram as principais propostas definidas na reunião presidida na manhã de ontem pelo diretor de Infra-Estrutura Aeroportuária da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Alexandre Barros, e que serão levadas à Aleam (Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas), pelo 3° vice-presidente da Casa, deputado estadual Carlos Alberto Almeida (PMN), que participou do encontro representando Aleam.
A reunião foi realizada na sede da Anac, em Brasília, com o objetivo de discutir os problemas relativos à falta de infra-estrutura e segurança nos aeroportos do interior e reuniu secretários e representantes da Infraero, Ministério da Defesa, secretaria de Estado da Infra-Estrutura do Amazonas, Amazonastur, Aleam, Associação Amazonense de Municípios e demais órgãos relacionados ao assunto.
O diretor da Anac iniciou o encontro listando várias deficiências detectadas nos aeroportos do interior do Estado como a má conservação das pistas, a proximidade de lixões e falta de sinalização, equipamentos de segurança e qualificação profissional dos funcionários, dentre outros.
A deputada federal Vanessa Graziottin (PCdoB), que propôs a reunião, disse que a idéia é buscar uma solução emergencial que viabilize o retorno das atividades dos aeroportos de Barcelos, Carauari, Coari, Eirunepé, Fonte Boa, Humaitá, Lábrea, Parintins, São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e São Paulo de Olivença, que em março deste ano, foram alvos de um pedido de intervenção por parte da Anac. Da bancada federal também estavam presentes a deputada Rebeca Garcia e Ronaldo Leite.
O deputado estadual Carlos Alberto informou que a Aleam participa da discussão com o objetivo de viabilizar medidas de ordem estadual, voltadas para a solução do problema, já que alguns dos aeroportos que sofreram restrições por parte da Anac são estratégicos para a economia regional.

Levantamento mostra as deficiências dos terminais

Um estudo realizado pelo Ministério da Defesa, por meio do Comando Aéreo da Amazônia, está levantando as principais deficiências dos 19 aeroportos amazonenses com problemas. Onze já foram alvos de restrições por parte da Anac e precisariam de recursos na ordem de R$ 50 milhões para as ações emergenciais.
Vanessa propôs a união de forças dos parlamentares federais e estaduais no sentido de acompanhar e acelerar a liberação destes recursos junto ao governo federal.
“O governo do Estado já está investindo, em parceria ao governo federal, na solução destes problemas, tanto que as obras em Parintins já estão adiantadas, mas precisamos resolver com mais rapidez as deficiências que afetam todos os outros”, salientou. A proposta foi reforçada pello 3° vice-presidente da Aleam, Carlos Alberto, que garantiu a parceria do Legislativo Estadual.

Gestão aeroportuária

O modelo de gestão dos aeroportos foi outro ponto problemático tratado na reunião. O diretor da Anac destacou que os aeroportos atualmente são gerenciados pelas prefeituras que não têm estrutura para mantê-los funcionando.

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