A liberação das obras do Aeroporto Internacional de Manaus deverá ocorrer em breve. De acordo com a vistoria complementar realizada pela SRTE-AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas) na tarde de quarta-feira (22), no canteiro de obras do aeroporto não houve gravame de risco que impeça o retorno imediato dos trabalhos. Segundo o superintendente do SRTE-AM, Dermilson Chagas, o relatório será concluído em um ou dois dias e imediatamente protocolado ao processo que concedeu a liminar de interdição parcial das obras no aeroporto. “Vamos preparar o relatório e entregar para a Justiça, foi ela que interditou. E tenho certeza que o andamento da obra vai daqui para frente melhorar cada vez mais. Não vejo necessidade de fazermos muita polêmica sobre o assunto”, declarou.
Dermilson Chagas ainda esclareceu que apenas alguns detalhes, na segurança, da obra têm que ser vistos. “Tem uma coisa que se chama linha de vida é onde o trabalhador tem poder de se proteger, faltou só um pedaço, não é em todo o canteiro de obras. Isso vai ser resolvido pela empresa o mais rápido possível. Só isso”, declarou.
No Aeroporto Internacional as obras foram interditadas pela Justiça do Trabalho no sábado (18) e deverá ser cumprida enquanto o consórcio do grupo Encalso, Engevix e Kallas, responsável pelas obras de ampliação e reforma, comprove a implantação de medidas de segurança referentes ao risco de queda de alturas, incluindo proteção nos andaimes e plataformas de trabalho.
Em relação ao questionamento sobre a visita realizada pelo MPT 11ª Região AM-RR (Ministério Público do Trabalho do Estado do Amazonas e Roraima) para vistoriar as condições de trabalho nas obras do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, o consórcio Encalso-Engevix-Kallas esclarece que já tomou as devidas providências a fim de sanar quaisquer irregularidades eventualmente existentes no local.
Afirma, ainda, que a paralisação parcial das obras não comprometerá o prazo de entrega. “As companhias que compõem o consórcio repudiam veementemente qualquer prática que não respeite os direitos trabalhistas de colaboradores do seu quadro de empregados e dos quadros de seus fornecedores e parceiros”, declararam em nota.
O consórcio emprega atualmente mais de 800 operários no canteiro de obras do Aeroporto Internacional de Manaus. Cerca de 300 trabalham em regime de terceirização e estão com salários atrasados, mais um problema apontado durante a fiscalização dos procuradores do Trabalho. Também foram constatados problemas com fiações elétricas; isolamento inadequado de materiais; fiação submersa; máquinas de serra em exposição e falta de fornecimento de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) aos trabalhadores no canteiro de obras. Caso o consórcio não venha a cumprir a decisão judicial, será arbitrada multa diária no valor de R$ 50.000 a cada flagrante total ou parcial, que descumpra a medida judicial.
A Infraero, responsável pela administração do aeroporto, informou em nota que está acompanhando a intimação do MPT 11ª Região (Ministério Público do Trabalho no Amazonas) junto ao Consócio responsável pelas obras no local, visando garantir o bom andamento das obras.

Obras serão entregue até março, diz Omar Aziz
O governador Omar Aziz confirmou para o mês de fevereiro a entrega da Arena da Amazônia. A construção está na fase de acabamento. Segundo relatório da UGP-Copa (Unidade Gestora do Projeto Copa), 96% da obra está concluída. Os Campos Oficiais de Treinamento da Colina e do Coroado devem ser entregues em março. A confirmação ocorreu durante visita do embaixador do Reino Unido ao Brasil, Alex Ellis, que foi recebido também pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.
“A previsão é essa. Não tem grandes problemas nesses centros de treinamento. Teve um no centro do Coroado e o Ministério Público do Trabalho interviu nas obras. Eles vão ter que se adequar. Não dá para brincar com a vida humana, muito menos com a segurança do trabalhador e da população que vai assistir aos jogos. São problemas que serão resolvidos.”
Governo e prefeitura trabalham ainda em estratégias para reduzir o valor de aquisição dos equipamentos da estrutura temporária que será montada para o staff do evento, informou o governador. A estrutura exigida pela FIFA é de responsabilidade das subsedes e, em Manaus, tem custo estimado em cerca de R$ 50 milhões.
Na ocasião, Omar Aziz disse que o modelo de utilização da Arena da Amazônia, após a Copa do Mundo, está em discussão. A manutenção do estádio tem custo mensal em torno de R$ 500 mil, o que inviabiliza a gestão por parte do governo do Estado, segundo Omar Aziz. A possível terceirização será feita por meio de licitação pública, seguindo o critério da transparência e a escolha da melhor proposta de utilização.
“Para manter da forma como está, precisa ter uma renda mensal. Terá de ser operacionalizada, não pode ficar aqui achando que o Estado terá condições de fazer manutenção porque tem um custo e esse custo tem que ser retirado dos eventos que podem acontecer aqui nessa arena.”

Fim da polêmica
A visita do embaixador serviu para esclarecer de vez a polêmica gerada pela declaração do técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson, que se queixou das condições climáticas para jogar na capital. Segundo o prefeito Arthur Neto, os desentendimentos estão superados e tanto ele quanto o governador estão satisfeitos com a visita do embaixador, uma vez que a Inglaterra possui uma história com Manaus.
“Nossos passados se encontram na construção dos prédios históricos e das galerias de esgoto do centro da cidade, sem falar no futebol, com o Bosque Clube dos Ingleses, sendo campeão amazonense de futebol em 1911. Toda essa relação nos faz avaliar, inclusive, em promover uma exposição da presença inglesa em Manaus. Temos uma admiração muito grande por esse povo e estaremos prontos para recebê-los com muito carinho, durante a Copa”, afirmou Arthur Neto.
O encontro ocorreu na sede do governo do Estado. De lá, a comitiva da embaixada foi levada para conhecer a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, que está com 96% da obra concluída.

Divulgação
No encontro com o embaixador, Omar Aziz falou do empenho do governo do Estado e da prefeitura para cumprir prazos de conclusão de obras para a Copa do Mundo e da preparação da cidade para receber turistas. “É uma campanha mostrando as nossas belezas, comidas típicas e as riquezas para que as pessoas desses países saibam que não vão só assistir o jogo, mas poderão também conhecer as belezas que temos a oferecer”, disse. O governador acredita que um dos legados que a Copa do Mundo pode proporcionar ao Amazonas é no crescimento do fluxo turístico. “Se tratarmos bem as pessoas que virão para a Copa, com certeza elas chegarão aos seus países, falarão bem do Amazonas e de Manaus e outras pessoas virão conhecer a cidade da Manaus depois”, ressaltou.
Na conversa com o embaixador, Omar falou de futebol e das relações históricas do Amazonas com os europeus, principalmente os ingleses. “Há muitos legados ingleses em Manaus, importantes como o porto, o sistema de esgoto e prédios históricos”, destacou, ao lamentar que alguns noticiários britânicos divulguem informações que não são verdadeiras sobre a cidade. Para o governador, houve um mal entendido em relação à declaração do técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson, sobre o clima de Manaus. Segundo Omar Aziz, a questão está superada.
“Não é o pensamento do povo inglês com relação a Manaus e ao Estado do Amazonas. Somos um povo que recebe as pessoas de braços abertos e vamos demonstrar ao Brasil e para o mundo que temos capacidade de organizar Copa e receber todos os turistas”, disse Omar Aziz, ao destacar que a presença do embaixador no Amazonas serve também para encerrar qualquer animosidade.

POR DENTRO – Aeroporto Internacional de Manaus
Ano da inauguração: 1976 (38 anos)
Área construída: 43 mil m² ampliação para 97.258 m²
Passageiros por ano: 6,4 milhões previsão pós obra 13,5 milhões
Ampliação/Reforma: Obra 83,69% concluída até dezembro/2013
Custo total da obra: R$ 389 milhões
Previsão da reinauguração: Abril de 2014

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