Aeroporto de Manaus é o melhor do Norte

 

Aeroporto de Manaus lidera ranking da região em satisfação geral do passageiro  

 

repórter 

Andréia Leite

O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (AM), foi apontando como o melhor terminal aeroportuário da região Norte, no item satisfação do passageiro. A avaliação faz parte da Pesquisa de Satisfação do Passageiro e Desempenho Aeroportuário, realizada pela Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura.  

Em uma escala de 1 a 5,  onde 1 é "muito ruim" e 5 é "muito bom”, a nota de satisfação geral foi (4,53) com base 38 indicadores analisados que medem o nível de satisfação dos passageiros, o terminal também liderou o ranking nos quesitos e cordialidade do funcionário da aduana (4,94), tempo de fila da aduana (4,88), cordialidade dos funcionários da emigração (4,80) e disponibilidade de vagas no estacionamento de veículos (4,64). 

Foram ouvidos 980 passageiros ao longo do trimestre. O  terminal de Manaus recebeu notas superiores à meta de qualidade do Governo Federal (4,0), em 76% dos 38 indicadores analisados.

A pesquisa que corresponde aos resultados do terceiro trimestre deste ano, comparou 20 aeroportos que transportam até cinco milhões de passageiros por ano, considerados os mais movimentados do País. 

De acordo com o superintendente do aeroporto, Odone Bizz,  nos últimos anos, a preocupação com o conforto dos usuários são os reflexos de diversas melhorias realizadas do terminal como a obra de modernização do aeroporto, às 8 novas pontes de embarques, assim como o novo sistema de climatização.

“O trabalho da Infraero no Aeroporto Internacional de Manaus é contínuo e sempre pensado na qualidade dos serviços oferecidos e no bem-estar dos viajantes e usuários do terminal”. 

Embora o indicador apresente um bom desempenho, o terminal amazonense, ainda é alvo de reclamações de muitos passageiros quando refere-se ao custo-benefício dos produtos de lanchonetes/restaurantes, o quesito alcançou uma nota de 3,7. De acordo com a Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, a  nota média nacional no quesito, foi 2,96. Aeroporto de Manaus, portanto, teve nota pouco acima da média nacional.

Mas quem utiliza constantemente o aeroporto considera que a maioria dos estabelecimentos do terminal, praticam valores altos.”Você senta para tomar um café, principalmente quem viaja de madrugada,  paga por um café e um pão de queijo R$ 25 a R$ 30 reais”, cita a empresária Giselle Santos. 

Mas não é apenas o custo alto da alimentação que está na lista de reclamações, ela conta que precisa melhorar a parte de sinalização e informação. E diz que muitas pessoas que vem de fora ficam perdidas no saguão, porque além da área não estar bem sinalizada, a ausência de funcionários do aeroporto no terminal para dar informação também deixa a desejar. “As próprias pessoas que trabalham nas lanchonetes não são cordiais. Não tem um trato em direcionar o turista ou próprio amazonense”. 

Segundo a Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, os 20 principais aeroportos do país receberam dos passageiros, no 3º trimestre de 2019, a maior nota da série histórica da pesquisa realizada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) do Ministério da Infraestrutura. Cerca de 25.461 passageiros foram entrevistados, destes 91% avaliaram que os terminais são considerados “bons” ou “muito bons”.

Relatório

Em relação ao mesmo período do ano passado, a percepção geral de melhora sobre o conjunto dos 20 aeroportos cresceu 13,7%. A pesquisa avalia a experiência dos passageiros de voos domésticos e internacionais em diversos itens de infraestrutura aeroportuária, atendimento e serviços, e monitora o desempenho de diferentes processos como check-in, inspeção de segurança e restituição de bagagens.

Dos 38 indicadores pesquisados, 79% (30) obtiveram média superior a 4 (bom), ficando dentro da meta estabelecida pela Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero). O levantamento serve como um referencial para a administração dos aeroportos. Seus resultados incentivam a competitividade entre eles, ao elevar os parâmetros de qualidade e explicitar o que precisa ser melhorado na prestação dos serviços.

Os aeroportos que registraram melhora na avaliação geral, em relação ao 3º trimestre do ano passado, foram os de Florianópolis, com evolução de 9%; o de Belém, 5,7%; e o de Fortaleza, com 4,7% de aumento da nota média dos usuários. Também registraram melhora os aeroportos de Goiânia (+1,7%), Brasília (+1,5%), Vitória (+1,3%), Maceió (+1%), Cuiabá (+0,8%), Campinas (+0,7%), Curitiba (+0,7%), Manaus (+0,5%), Porto Alegre (+0,5%), Rio-Santos Dumont (+0,4%) e São Paulo-Congonhas (+0,1%).

Já os aeroportos com queda da nota média geral atribuída pelos passageiros, em relação a 2018, foram os de Salvador (-3,4%), Recife (-1,8%), Belo Horizonte (-1,3%), Natal (-1,3%), São Paulo-Guarulhos (-1,1%) e Rio-Galeão (-0,4%)

Por dentro

Com capacidade para receber 18,2 milhões de passageiros por ano, o terminal movimenta, diariamente, cerca de 8 mil passageiros. Atualmente, oito companhias aéreas operam no terminal – Latam, Gol, Azul, Map e Total Linhas Aéreas; American, Avior e Copa Air Lines – que ligam Manaus a 11 destinos nacionais e a quatro internacionais: Miami, Barcelona, Buenos Aires e Panamá.

Comodidade

No último dia (1), a empresa Sleep Connection Manaus, inaugurou a nova estrutura do hotel de trânsito Soft Time Hotel. O complexo, com investimento de R$ 62 mil, conta com 12 suítes totalmente reformadas, e oferece aos hóspedes serviços como água quente, camas queen-size, televisores, wi-fi, segurança, e acesso a cadeirantes. Com atendimento 24h, o estabelecimento conta ainda com pré-atendimento no saguão de desembarque do aeroporto manauara.

“É uma forma de descanso rápido entre uma conexão e outra e sem burocracia. Não precisa estar cruzando todo aeroporto. Além de proporcionar conforto e segurança ao passageiro que poderá guardar sua bagagem em um lugar seguro. Temos capacidade para 12 pessoas. Pronto para 24 pessoas”, detalha o proprietário do hotel, Ismael Meireles.

A nova facilidade custa em média R$19 reais por hora num período de seis horas. Se optar por 12 horas o valor custa R$13 reais 

Meireles reitera que o modelo de negócio contribui e  beneficia os passageiros e tornam as viagens mais confortáveis evitando que ele tenha as suas coisas extraviadas e proporcionando segurança para que não percam seus voos.

 

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