Aéreas não terão vida fácil

A vida para as empresas de aviação não promete ser tão mais fácil com a tão esperada (também para os passageiros) normalização das viagens num cenário pós-pandemia. Há, é fato, uma expectativa de que as pessoas estarão ansiosas por fazer viagens e tirar parte do atraso do período que precisaram ficar mais resguardadas. “Existe uma grande demanda reprimida, vai ter muita gente querendo viajar”, diz  o presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier. Mas o executivo também pondera sobre a condição financeira de boa parte da população e que o dólar ainda num patamar alto pode dificultar a recuperação.

Existem alguns desafios adicionais para as operadoras recomporem os preços e recuperarem margens de lucro na venda de seus assentos, alerta Cadier. Uma forma de as empresas identificarem se os passageiros estão viajando a trabalho ou a lazer é se o cliente vai passar o fim de semana no destino. As maiores promoções costumam ser feitas para os turistas, mais sensíveis a preço do que os clientes corporativos, que têm menos opções para escolher datas quando viajam para uma reunião ou congresso.

Mas, com o trabalho remoto ganhando força desde o início da pandemia, será cada vez mais comum que essas linhas entre lazer e trabalho sejam borradas. “Haverá mais casos de pessoas que viajarão, inclusive levando a família, para trabalhar remotamente”, diz Cadier. Tudo isso deverá dificultar identificar o perfil dos passageiros e saber quando aplicar promoções ou o preço cheio. “Será uma mudança profunda. Não vamos poder praticar os mesmos níveis de preços e teremos de repensar a malha aérea”, afirma. Dessa forma, as empresas competirão por preço pelos passageiros de diversos perfis. Para os clientes, pode ser bom, mas não para os caixas das operadoras aéreas.

Com uma dívida estimada em R$ 13 bilhões para a sua operação brasileira, o grupo chileno iniciou um processo de recuperação judicial em Nova York há dez meses.

Foto/Destaque: Divulgação

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