Aécio Neves ataca política de qualificação do governo federal

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), criticou na sexta-feira o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que a administração petista não investiu em qualificação.
“Eu tenho um enorme respeito pessoal e amizade pelo presidente Lula, mas eu acho que o governo não investiu na qualificação. Nós temos um governo hoje com 39 ministérios. Vocês vão concordar comigo que boa parte deles não se justifica, exatamente para fazer uma acomodação dos aliados, dos seus próprios companheiros de partido, ao meu ver exagerada”.
O governador Aécio afirmou que é possível governar com um Estado muito mais enxuto que o atual e citou Minas Gerais como exemplo. “Para não ficar só no discurso, nós tínhamos 23 secretarias de Estado quando assumi o governo, hoje são 15 e o Estado funciona com mais eficiência do que funcionava e muito mais profissionalizado”.
O tucano disse ainda que o governo gerencia mal as obras. “O PAC, por exemplo, em 2008. Cerca de R$ 800 milhões previstos para esta região e cerca de um quarto disso foi efetivado. O Brasil está caminhando para se tornar um estado unitário, em razão da centralização do poder: a arrecadação e o poder político. O governo Lula caminha na direção do centralismo, do Estado unitário, que não é bom para o Brasil”.
O tucano, no entanto, destacou os programas sociais do governo Lula. “O presidente Lula ampliou em muito os programas sociais, programas de transferência de renda iniciados no governo passado. Isto tem de ser registrado, você não escamoteia a verdade, não tampa o sol com a peneira. Temos que reconhecer que a estabilidade foi o pressuposto, foi a condição fundamental para os avanços que vieram após o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, mas que o governo Lula também trouxe avanços importantes.”
Aécio disse que o PMDB é uma sigla de interesses regionais. “É possível você construir uma aliança na qual o PMDB se inclua, sem fazer a relação que hoje se construiu no Brasil, com a troca tão explícita de favores ou de espaços de poder. Na verdade, eu acho que é exagerada a presença hoje do PMDB no governo. Da mesma forma que é muito difícil governar sem o PMDB, não é apenas o PMDB que governa o país”.

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