16 de abril de 2021

Adjuto diz que Omar não interfere

G12, grupo que se opõe à reeleição da atual Mesa Diretora, deve vencer a batalha com união da base aliada

Com o governador Omar Aziz (PSD) se comportando como magistrado na disputa eleitoral na Assembleia Legislativa, o G12, grupo que se opõe à reeleição da atual Mesa Diretora, deve vencer a batalha iniciada há duas semanas e terá que unir a bancada governista nos próximos dias em torno de uma chapa consensual que será submetida ao crivo do plenário Ruy Araújo no dia 20, quando se encerram as atividades legislativas.
Esse é o posicionamento assumido ao Jornal do Commercio pelo deputado estadual Adjuto Afonso (PP), um dos membros do G12 juntamente com os parlamentares Marcos Rotta (PMDB), Belarmino Lins (PMDB), Sinésio Campos (PT), Marco Antônio Chico Preto (PSD), Vicente Lopes (PMDB), Wanderley Dallas (PMDB), Wilson Lisboa (PCdoB), Vera Castelo Branco (PTB), José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PSB) e Luiz Castro (PPS).
Adjuto garante que Omar Aziz não vai interferir no processo sucessório da Aleam e considera exíguo demais o prazo legal para a tramitação de uma PEC articulada pelos deputados Davi Almeida e Josué Neto, pertencentes ao (PSD), com o objetivo de viabilizar a reeleição do deputado Ricardo Nicolau (PSD) para o biênio 2013/2014.
Segundo Adjuto, ainda que Nicolau estenda os trabalhos legislativos até o final deste mês, não haverá tempo legal, à luz do Regimento Interno da Aleam, para a tramitação da PEC. “A PEC, mesmo que solicitada em regime de urgência urgentíssima, terá que ser analisada no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e cumprir os demais ritos como passar por uma Comissão Especial para ser depois submetida ao plenário para votação em dois turnos com insterstícios de cinco dias entre um e outro turno, como manda o Regimento Interno”, explica o deputado. Para ele, a Constituição do Estado fala em quórum qualificado. “Quórum qualificado são 14 deputados e os partidários da PEC não contam com esse número”, observa.
Adjuto não vê fundamento que justifique regime de urgência para a PEC em favor de Nicolau. “Quando o governador Omar Aziz encaminha uma PEC para a Assembleia é para o Estado realizar algum empréstimo de grande relevância, mas no caso dessa PEC seria só para beneficiar uma pessoa, pelo que não se justifica nenhuma urgência”. Ele faz questão, sobretudo, de esclarecer que sua posição não tem nada de pessoal contra a pessoa de Ricardo Nicolau. “A sociedade está de olho em seus deputados neste momento, e por isso sou contra mudar as regras do jogo agora”, frisa.
Adjuto Afonso afirmou ao JC que suas convicções são as mesmas de 2009 quando assinou PEC de autoria do deputado Vicente Lopes (PMDB) proibindo a reeleição para o cargo de presidente da Aleam. “Minhas convicções não mudaram, ajudei a abolir a reeleição porque entendíamos ser necessário o princípio da rotatividade na Casa, a alternância de poder como ocorre no Congresso Nacional onde a presidente Dilma Rousseff não interfere. Aqui também o governador Omar Aziz não interfere no processo”.
Em um contexto em que a sociedade aposta na Lei da Ficha Limpa como saneadora das mazelas do exercício da política e das campanhas eleitorais no país, o deputado diz que seria desgastante para os parlamentares estaduais amazonenses “se arriscarem em aventuras autoritárias contrárias à democracia e à alternância de poder na Aleam”.
“Esse negócio de dizer que a sociedade protesta e a imprensa bate durante dois, três dias e depois esquece, é uma mentira, a sociedade não esquece não”, destaca Adjuto, ressaltando que Ricardo Nicolau, desde o momento em que se elegeu para comandar a Aleam, deveria respeitar o princípio de alternância e se preparar para encaminhar o atual processo sucessório de forma democrática e pacífica, com o aval de Omar Aziz. “Admiro muito o governador em função de tudo isso, ele não interfere na Aleam porque é um democrata e prega a alternância, entendendo que os Poderes devem ser harmônicos e independentes”, assinala.

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