Açúcar e farinha encareceram cesta básica

A cesta básica manauense aumentou 4,85%, no acumulado dos últimos doze meses. Somente em agosto o custo dos produtos alimentícios necessários à nutrição familiar subiu 0,68%. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), apontam ainda que a capital do Amazonas está na sexta posição onde a cesta básica é a mais cara dentre as 17 capitais pesquisadas.
Denominado Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o estudo é realizado mensalmente e em setembro completou um ano de captação de dados no Estado. Segundo a supervisora técnica da seccional Amazonas do Dieese, Alessandra Cadamuro, a farinha de mandioca e açúcar foram os itens que tiveram os maiores aumentos.
“Com crescimento de pouco mais de 6,5% e quase 5%, a farinha de mandioca e o açúcar, respectivamente, foram os vilões do mês passado, elevando o preço da cesta de Manaus. Em contrapartida, o leite e café juntos diminuíram aproximadamente 1,5%”, afirmou Alessandra.
A cesta básica de Manaus calculada no mês de setembro ficou em R$ 219,38, alta de 0,68% em relação aos 30 dias anteriores, quando foi de R$ 217,90.

Carne bovina

A família manauense trabalhou durante 26 horas e quatro minutos para pagar os 4,5kg de carne bovina consumidos em média,no mês de setembro, totalizando R$ 55,17, considerando o preço médio de R$ 12,26 por quilo.
O tomate figurou logo após a carne bovina, com consumo de 12 kg, ao preço médio de R$ 4,17 por quilo. Foram necessárias 23 horas e 40 minutos para custear os R$ 50,04 de gasto com a fruta.
O preço da banana prata finalizou o setembro com aumento de 2,14%, devido à problemas fitossanitários, porém numa escala menor já que o abastecimento do produto no Estado está se normalizando, conforme explicou a supervisora técnica do Diesse Amazonas.
Tanto na análise dos nove meses quanto nos doze meses o produto passou a apresentar variação positiva nos preços, 30,55% e 14,83%, respectivamente.

Preços variam na capital

O titular da Sepror (Secretário de Estado da Produção Rural), Eron Bezerra, contesta a justificativa do Dieese em associar o aumento do preço da banana ao ácaro vermelho, praga que reduziu o consumo da banana.
“O Amazonas é autossuficiente na produção de banana, rendendo cerca de 12 milhões de cachos anuais”, esclareceu o secretário e disse ainda, que a subida do preço ocorreu devido à especulação dos comerciantes da fruta com a suspensão das bananas originárias de Roraima, onde existiam focos do ácaro vermelho.
A Sepror divulgou que todas as semanas, de sexta a domingo, no Feirão da Sepror, um cacho de banana é comercializado a R$ 5. O Feirão está localizado no Parque de Exposição Angelino Beviláqua, na avenida Torquato Tapajós, zona Norte.
O item menos consumido e que requereu menos tempo de trabalho para garantir a sua compra foi o óleo de soja, na embalagem doméstica de 900 ml (a R$ 2,31). Apenas 66 minutos de trabalho pagaram o único exemplar do produto cuja utilização abrange todo o mês. O café em pó somou a despesa mensal média de R$ 3,31, com o consumo de 300 gramas do produto no mês de setembro, sendo necessário trabalhar 1 hora e 34 minutos para garantir o café diário.
Além da farinha de mandioca (6,57%) e açúcar (4,96%), tomate, banana prata, manteiga e carne bovina foram os produtos que tiveram aumento de preço no mês analisado. O preço do tomate cresceu 2,96%, no mês e caiu 5,87%, no acumulado deste ano.
O preço da manteiga aumentou 0,15%, ladeada com a carne bovina, que teve alta de 0,16% no valor. Na variação de 2009, os números flutuaram para cima, com 1,72% no primeiro item e decaindo 8,03% no segundo.O estudo mostra ainda que a cesta básica de Manaus custa R$ 658,14, ou seja, 41,53% além do salário mínimo de R$ 465.
O Dieese estima, mensalmente, o valor do salário mínimo necessário para a aquisição da cesta, levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Porto Alegre

Para esta conta, o órgão usa o custo mais elevado da cesta básica que mais uma vez foi apurado em Porto Alegre. Desta forma, em setembro, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.065,47, o que representa 4,44 vezes o mínimo em vigor, de R$ 465,00. Em agosto, o piso mínimo era estimado em R$ 2.005,07 (4,31 vezes o menor salário pago), enquanto em setembro do ano passado correspondia a R$ 1.971,55, ou seja, 4,75 vezes o piso então, vigente (R$ 415,00).

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