Acordo comercial entre Estados Unidos e China beneficia MPEs

Estados Unidos e China anunciaram em fevereiro deste ano um acordo comercial. Entre os termos acordados, os americanos vão deixar de importar cerca de US$ 200 bilhões em produtos e serviços chineses. A ideia é dar mais equilíbrio à balança comercial entre os países.

O anúncio abriu um gigantesco mercado que pode beneficiar diretamente as MPEs (micros e pequenas empresas) brasileiras. Cerca de 80% das importações dos EUA envolvem negócios com perfis de MPEs.

“O Brasil tem plenas condições de ocupar parte deste mercado, mas é preciso de dois elementos fundamentais: planejamento e gestão qualificada”, afirmou Carlo Barbieri, presidente da consultoria Oxford Group, durante a terceira webinar da série sobre “Negócios nos EUA”.

O ciclo de seminários online é realizado pela Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), em parceria com a consultoria Oxford Group e a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – InvestSP.

As webinars ocorrem às quintas-feiras, sempre às 17 horas. A participação é gratuita. É necessário se inscrever no link: https://bit.ly/2WtYQAN

“A exportação pode fazer parte de empresas de todos os portes e não se trata de uma modalidade de negócio exclusiva de grandes corporações”, destaca Barbieri.

“O ponto de partida é estudar a cultura americana de negócios e buscar informações sobre o mercado onde se pretende atuar, como funciona as distribuidoras locais, como está o varejo, se será na modalidade B2C, e se atuará por meio de marcas de terceiros, enfim, avaliar o modelo que se encaixa com suas pretensões”, orientou.

As feiras de negócio são importantes formas de as MPEs brasileiras entrarem no mercado americano. Os EUA realizam cerca de 31 mil feiras por ano. “A criação de consórcios de pequenas e médias empresas é uma alternativa interessante”, ponderou Barbieri.

“As MPEs podem e devem buscar apoio nos governos e nas entidades como a Facesp, a Associação Comercial, o Sebrae e o InvestSP. A exportação está muito aquém do potencial brasileiro”, finalizou o presidente da consultoria.

Geração de emprego

Deputado federal e vice-presidente da Facesp, Marco Bertaiolli participou da webinar e destacou que a exportação pode manter empregos e diminuir os impactos da crise.

“Esta pandemia provocou uma crise econômica sem precedentes e muitas MPEs quebraram. O que precisamos é de uma organização única, que possa mostrar aos empreendedores o que foi feito na economia, alinhada à saúde, e o que pretendemos e precisamos fazer para não alcançarmos um patamar ainda pior”, disse Bertaiolli, ao citar ações como o auxílio emergencial, a ajuda financeira da União a Prefeituras e Estados, e o aporte de mais R$ 12 bilhões no programa de apoio às microempresas.

“O foco do Congresso é fazer com que este recurso chegue efetivamente aos empreendedores, de modo rápido e sem burocracia, para que que eles possam superar esta fase difícil”, disse Bertaiolli.

Também estiveram na webinar o vice-presidente da Facesp, Farid Murad, a coordenadora da área de exportação da InvestSP, Elisabete Carvalho. Rodrigo Fonseca, chefe de promoção comercial do consulado geral do Brasil em Miami, e Mauro Cid, presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) América do Norte, também participaram.

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