29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Ações que mantêm a floresta em pé

A Amazônia é grandiosa, desafiadora, vasta, continental, intrigante, misteriosa, perigosa e muito valiosa, não apenas para o Brasil, mas para a humanidade. São muitos os adjetivos, assim como os desafios que envolvem a região mais importante do planeta. E quem faz a diferença, são pesquisadores, trabalhadores, divulgadores e moradores da floresta. São eles que mantêm a floresta em pé. É com uma dessas personagens, que o Jornal do Commercio e o programa/podcast Trends JC conversou nesta quarta-feira, 8. A comunicadora do Projeto Raízes do Purus, Marina Rabello, falou sobre as atividades que a organização indigenista desenvolve junto às comunidades na calha do Rio Purus, no interior do Amazonas.

O Projeto Raízes levou seus indigenistas e técnicos para a região do Purus em 2013, por meio da Operação Amazônia Nativa – OPAN. Lá dentro, eles ajudaram a desenvolver projetos de manejo do pirarucu, copaíba e sistemas agroflorestais junto aos indígenas, principalmente, e, hoje, chegaram a um modelo de preservação surpreendente. “O desenvolvimento sustentável nas comunidades é estratégico para fortalecer a proteção e a vigilância desses territórios”, ensinou Marina.

Marina é comunicadora do projeto Raízes do Purus

A ameaça à Amazônia e os altos níveis de desmatamento estão, mais do que nunca, na pauta internacional. Hoje, já não se fala mais em “mudanças climáticas”. Agora se trata de uma emergência climática. É a maior crise da humanidade moderna. “Sabemos o quanto essas atividades pontuais dentro de regiões amazônicas são importantes no sentido de se manter a floresta em pé. Há verdadeiras trocas de conhecimento entre pesquisadores e populações tradicionais, o que ajuda no desenvolvimento de estruturas necessárias para a conservação da Amazônia”, comentou Marina.

Com as experiências de manejo sustentável de pirarucu, castanha, copaíba, com a ajuda do projeto Raízes, os povos Apurinã, Deni do Xeruã, Jamamadi e Paumari do Tapauá estão tendo sucesso em restaurar o cinturão de mais de dois milhões de hectares de floresta em seis terras indígenas no sul e sudeste do Amazonas. 

“Essas ações também estão contribuindo para evitar invasões, ordenar o uso dos recursos naturais, por meio de acordos coletivos, e gerar renda para as comunidades”, lembrou a comunicadora.

Marina Rabello, ao centro, contou detalhes da vida e trabalho árduo dentro da floresta Amazônica e junto aos indígenas

Riscos 

É claro que há riscos em se atuar no meio da floresta. Durante a entrevista às meninas do JC, Marina contou um pouco da sua experiência na vivência no meio da floresta e revelou: há muitos grupos trabalhando ilegalmente e ameaçando não apenas a biodiversidade, como também moradores, indígenas e pesquisadores que atuam nesses locais. “A região do Purus foi perigosa no início. Precisamos vencer muitas barreiras, mas hoje, é uma região segura para trabalharmos. O mesmo não acontece em outras áreas”, disse, lembrando o caso dos dois desaparecidos, esta semana na região: Bruno Araújo Pereira e Dom Phillips, que sumiram no Vale do Javari, área mais perigosa por se tratar de região de fronteira. Veja a entrevista na íntegra nas redes sociais do JCAM Streaming e no portal JCAM.

Amazônia

No meio da região mais importante do planeta está havendo uma grande batalha. Há forças predatórias avançando pelo bioma, cada vez mais fortemente. A corrida contra o tempo está mais veloz.

A principal missão da humanidade hoje é preservar, não apenas a fauna e flora da região Amazônica, mas tudo o que ela representa, incluindo os povos que nela habitam. O problema é: como? Pelo tamanho da Amazônia, não bastam os órgãos governamentais e demais forças armadas. São mais de 7 milhões de metros quadrados; mais de 1.000 rios, que representam quase 20% da água doce que corre para os oceanos; mais de 2.500 tipos de árvores; mais de 30 mil plantas e mais de 180 povos indígenas. É uma missão do tamanho da Amazônia.

Essa luta precisa de todos. Indígenas, ribeirinhos, moradores de grandes cidades amazônicas, técnicos, cientistas, divulgadores e autoridades estão convocados para esta guerra pela floresta.

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