10 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Acesso à internet é mais caro nos países pobres do que nos ricos

Pesquisa aponta que quanto mais pobre é o país, se torma mais caro e difícil o acesso a internet.

Uma pessoa que esta aqui em Manaus paga cerca de 1.600% a mais pelo uso da internet do que um morador da Europa ou dos Estados Unidos. Tal distorção é causada, entre outros fatores, pela hegemonia dos norte-americanos na administração dos domínios (propriedade dos endereços dos sites), concluiu ontem um painel da sexta Oficina para a Inclusão Digital, que ocorre em Salvador até hoje.

Segundo Carlos Seabra, diretor de Tecnologia e Projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), é necessário o engajamento da população para que o acesso rede mundial de computadores seja democratizado. Quanto mais pobre o país, mais as pessoas pagam, e dentro do país também existem diferenças, ressaltou. A população que está sendo incluída digitalmente precisa entender o que se passa política e economicamente para termos uma cidadania participativa.

Mediada por Seabra, a mesa contou com a presença de Carlos Afonso, representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet Brasil, e de José Alexandre Bicalho, representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A proposta foi fazer um balanço sobre os resultados do Fórum de Governança da Internet (IGF), que aconteceu em novembro, no Rio de Janeiro.

As pessoas devem ter mais consciência do que está por trás da inclusão digital. Temos de entrar nas discussões de governança de forma pesada, declarou Seabra. Se um país como Ruanda quer se conectar internet, tem que pagar um dinheirão, ao passo que a Austrália, quando vai se conectar, paga muito menos, porque eles têm um poder de negociação maior com os Estados Unidos, disse.

No debate, também foram apresentados indicadores do uso da internet no Brasil. Para Seabra, a internet pelo celular pode se converter em uma maneira de ampliar o acesso rede mundial de computadores.

Percebemos o crescimento do uso da internet por celular, nas classes A, B e também nas C e D. Discutimos, então, um jeito de democratizar a gestãodas redes digitais em todo o planeta, afirmou Seabra.

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