Acertos do Governo Wilson Lima no setor primário do AM

O governo Wilson Lima já chegou à metade do mandato. Afirmo, sem dúvida nenhuma, que é o governo estadual disparadamente com o maior número de acertos nas ações ligadas ao agronegócio familiar e empresarial amazonense. Sei que temos muito a avançar, mas já fez muito mais do que os governos anteriores que ignoraram a produção rural, a interiorização do desenvolvimento, só tiveram olhos e ouvidos quase que exclusivos para o Polo Industrial de Manaus. Erraram de estratégia deixando metade da população do estado na pobreza, incluindo a capital. Era possível andar nas duas direções, mas não fizemos.

No setor agropecuário local, o primeiro e um dos maiores acertos do governador Wilson Lima foi escolher um técnico, e não um político, para comandar a secretaria estadual de produção rural. Nada contra político, mas cada um no seu “quadrado”. Estou falando do meu amigo Petrucio Magalhães Junior que, além de técnico, é engenheiro agrônomo formado na UFAM, com gestão exitosa na OCB local e nacional. Portanto, é da área, não é político partidário, nunca foi candidato e nem tem pretensão para tal.

Enfim, uma cara nova, jovem e com muita disposição para colocar em prática o que aprendeu na UFAM, na OCB (local e nacional) e, logicamente, as promessas de campanha do atual governo (várias já cumpridas). Portanto, ter um técnico no comando do Sistema SEPROR tem sido muito positivo para o setor, e certamente foi a base para as conquistas alcançadas até o momento. Aliás, assuntos técnicos finalmente entraram em pauta na secretaria. Um exemplo é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático – ZARC, assim como o Programa Federal Garantia Safra, ambos com quase 20 anos de existência sem contemplar nosso estado. A razão é simples: É que, hoje, temos um técnico no comando da secretaria, e não um político, que normalmente não pauta esses assuntos técnicos, e que tem pensamentos voltados para ações mais imediatistas, populistas e com foco no  voto para eleição e/ou reeleição.

O governador Wilson Lima resgatou a EXPOAGRO, fez digital ano passado em razão da pandemia (só alguém novo poderia pensar nessa iniciativa), chamou os concursados do IDAM e ADAF, acabou com o imoral atraso de cinco anos no pagamento da subvenção ao juticultor, aumentou o valor, e vem pagando na mesma safra. No setor pesqueiro, seguindo o governo federal, incluiu o pirarucu de manejo para receber a subvenção estadual, e, em breve, a piaçava. Idealizou e lançou o “Peixe no Prato”, o “SOS Vicinais”, participa da AMACRO, já tem treze municípios livre de aftosa sem vacinação e já contabilizou 150 t de alimentos coletados no programa de redução ao desperdício. Tudo isso dentro de um Plano Safra transparente que norteia as ações que terão apoio governamental.

Já passou o tempo de usar a SEPROR em ações exclusivamente eleitoreiras, mas ainda tem ajustes a serem feitos, principalmente nas indicações em algumas unidades locais do IDAM (critérios técnicos). Temos que continuar seguindo o rumo do Brasil que vem dando certo, que vem levando o agronegócio com muito profissionalismo, estritamente técnico, e pouco político. Aqui sempre foi inverso, nosso setor sempre é lembrado em épocas de campanha, felizmente Wilson mudou esse rumo com a indicação do Petrucio, e que não volte nunca mais.

Em dois anos, os avanços foram expressivos, e a proximidade do governador do setor, com presença constante no interior e nos eventos agropecuários é altamente positiva. Esta semana o levantamento nacional da safra de grãos feito pela Conab trouxe mais uma boa notícia ao apontar um novo crescimento da safra no Amazonas na ordem de 25% entre 2020 e 2021. Soja e arroz com expressivos aumentos em nosso estado. 

Angelus Figueira e Tony Medeiros

O setor só não andou mais rápido por lentidão nas concessões das dispensas/licenciamento ambiental e na regularização fundiária.  Isso vem travando o acesso dos nossos produtores rurais aos bilhões do crédito rural do governo federal e da própria AFEAM. Dinheiro para plantar/criar, colher e vender. Isso não é de hoje, já vem de vários anos.

O nosso ZEE também não anda, ainda travado na área ambiental. A maior responsabilidade para rever e avaliar estas três pautas é do legislativo estadual, é competência dos deputados. Ainda bem que tenho visto os dois mais novos deputados estaduais que assumiram recentemente o mandato, Tony e Angelus, pautando estes assuntos.

Espero que sigam em frente, não desistam, pois, além de obrigação em defender os 350 mil produtores rurais, eles sabem que é a única forma de acelerar o desenvolvimento da economia do interior do estado. Angelus já foi prefeito, Tony vice, então, mais do que ninguém, sabem dessa necessidade. Agora, que essa discussão seja pautada na transparência, ampla abrangência, em caráter técnico, responsável, sem teatro, sem querer fazer palco político pensando em 2022, mas pensando nas pessoas, no interior, na redução da pobreza, no crescimento sustentável do agronegócio familiar e empresarial do Amazonas. É o que queremos!

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