Academias defendem segurança no novo normal

Academias no Amazonas investem pesado em marketing para tentar atrair mais clientes nessa época de pandemia. Mesmo com a reabertura dos serviços no Estado a partir do final de junho, ainda é visível que muita gente prefere continuar fazendo alguma atividade física em casa a correr o risco de se contagiar pelo novo coronavírus ao frequentar algum estabelecimento do setor.

O cenário mudou consideravelmente e está longe de ser o mesmo que se via antes da crise na saúde. Em vez de cheios, os espaços continuam praticamente vazios. O movimento ainda continua minguado por conta das restrições do decreto governamental para frear o avanço da Covid-19 no Estado.

Como os salões de cabeleireiro, barbearias e serviços de estética e beleza, as casas de ginásticas só podem operar hoje com 50% da capacidade. E essas restrições impactam negativamente no fluxo de caixa das empresas, que estão descapitalizadas.

E some-se  a isso gastos com EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), máscaras, álcool, e desinfecção de aparelhos e ambientes. Durante o isolamento social, a situação no segmento atingiu proporções tão graves que academias tradicionais em Manaus, como a Atala, decidiram suspender suas atividades depois de longos anos de atuação na capital.

Agora, a nova estratégia é convencer o público a retornar aos estabelecimentos, que hoje representa para a categoria um grande desafio nesses tempos de pandemia de coronavírus. E a principal estratégia utilizada pelas empresas do setor é convencer que a prática de exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana, é importante para fortalecer a imunidade.

Esse apelo de marketing é direcionado principalmente aos que temem cair doentes pela Covid-19. E tem como base a constatação de que as maiores vítimas do novo coronavírus “foram e continuam sendo” as pessoas sedentárias e obesas, segundo o   Cref8 (Conselho Regional de Educação Física da 8ª Região/AM/AC/RO/RR). A doença já matou mais de três mil pessoas no Amazonas e o número de infectados já se aproxima de 90 mil casos.

O conselho reúne hoje aproximadamente 400 academias de ginásticas, sem contar as que atuam de forma clandestina. “Estamos desenvolvendo um trabalho de divulgação para mostrar que a academia é realmente um ambiente seguro. Os clientes vão encontrar todos os recursos disponíveis em termos de medidas preventivas para se proteger do coronavírus”, afirma Jean Carlo Azevedo, presidente do Cref8.

Marketing recorrente

Segundo Jean Carlo Azevedo, o controle do peso e as atividades físicas previnem não só a Covid-19, mas também uma infinidade de doenças crônicas que poderiam ser evitadas com uma vida mais saudável. “Quem está com condicionamento físico ruim, fica mais vulnerável aos problemas de saúde”, acrescenta Jean Carlo. “Mesmo com esse cenário adverso e de incertezas, mantemos boas perspectivas de que a situação vai melhorar”, afirma.

Em termos de marketing, incentivar a prática de exercícios físicos já é um bordão recorrente no mercado, muito bem conhecido pela população. E na pós-pandemia vem funcionando como um recurso muito estratégico entre as academias para incrementar os negócios, nessa época de dinheiro curto, difícil. “E quem não se reinventar, vai amargar muitos prejuízos”, diz o economista Odelson Oliveira. “É hora de lançar mão da criatividade”, acrescenta.

A crise afetou um mercado potencial que em anos mais prósperos chegou a movimentar US$ 2,1 bilhões em todo o País. São 34,5 mil academias e 9,6 milhões de alunos/atletas só no Brasil, segundo dados do IHRSA Global Report.

Agora, as academias estão tendo que malhar muito para enfrentar a crise econômica, que veio com o isolamento social. Mesmo com um cenário negativo que reduziu o número de frequentadores, a Duk’as Academia, na Avenida Torquato Tapajós, não se abate. “Estamos tranquilos e esperamos retomar a mesma frequência nos próximos meses”, afirma Carol Gonçalves, funcionária da casa de ginásticas.

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