Abrasel na luta pelo setor de Comidas e Bebidas

Os integrantes do Conselho da Abrasel Amazonas (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes ) se reuniram com o governador no dia 04 de fevereiro, e entregaram um planejamento com recomendações do retorno de das atividades no setor de Restaurantes e similares, na esperança de ser acatado. O planejamento de retorno às atividades com atendimento direto ao público foi cuidadosamente elaborado com parâmetros de segurança e com carácter técnico da Abrasel. 

No documento entregue ao Governador Wilson Lima, também foi solicitado pelos Conselheiros uma data provável para o retorno das atividades do setor, tendo em vista que todos os empreendedores precisam se planejar e estruturar seus negócios para a retomada das atividades. 

O setor de alimentação fora do lar é um dos maiores empregadores no Brasil, na faixa de 6 milhões de pessoas. O setor está colapsado, e vem sendo muito sacrificado. Por mais que se tente fazer um decreto equilibrado até o momento não existe um justo para atender todos os setores e que realmente resolva o problema do comércio no estado.

“Temos visto trabalhadores sendo presos, pessoas que geram empregos sendo presas, mesmo as empresas tendo um papel muito importante para a sociedade, que é gerar empregos, pagar impostos e gerar renda para o estado”,  acentuou Fábio.

Para o presidente da Abrasel, Fábio Cunha, é imprescindível criar uma solução para que a economia volte a circular. “Em parceria com o governo e a iniciativa privada encontraremos uma solução para o problema, assim como foi feito com as medidas anteriores na tentativa de prevenção solicitadas pelos órgãos, e os empresários do setor assim fizeram. Mesmo sem condições muitos fizeram empréstimos para se adequar. O que tem acontecido ultimamente é uma total inversão de valores que cresce cada vez mais, temos visto trabalhadores sendo presos, pessoas que geram empregos sendo presas, mesmo as empresas tendo um papel muito importante para a sociedade, que é gerar empregos, pagar impostos e gerar renda para o estado”, acentuou Fábio.


Vários empresários já foram proibido de abrir suas portas em dezembro, que é o mês mais importante para reerguer uma parte desse prejuízo. Todos esperavam uma flexibilização mais ponderada das autoridades governamentais do estado. Em janeiro os empresários deram férias coletivas as suas equipes na tentativa de aguentar mais um mês, porque as empresas não conseguem mais ficar abertas sem trabalho, sem funcionar. Mais de 30% das empresas da alimentação fora do lar já fecharam suas portas definitivamente.

As empresas estão se preparando para uma grande onda de demissão com o fim das férias forçadas dos funcionários em janeiro, já esgotando seus recursos e capacidade de endividamento. O setor foi o que mais investiu para cumprir nos protocolos de segurança e até o momento não há relatos de contágio entre os colaboradores das empresas nos dias de funcionamento.

Conheça as principais reivindicações da Abrasel-AM no documento protocolado para o governo:

Data segura para retorno das atividades em todas as modalidades de atendimento: Salão, Delivery, Coleta, Drive Thru;
Adequação das limitações dos protocolos para reduzir danos às empresas;
Dias de operação incluindo final de semana;
Horário com limitação mais branda;
Capacidade de público baseada no distanciamento das mesas;
Quantidade de músicos de acordo com capacidade do palco respeitando o distanciamento entre eles;
Adequação, ampliação e abastecimentos de EPI dos hospitais da rede pública da capital proporcional à população do estado do Amazonas inteiro;
Solicitação de um plano de vacinação mais abrangente diferenciado dos outros estados.

Os empresários afirmam que têm visto os órgãos de controle fazendo um ativismo jurídico e obrigando o governador fechar a cidade, mesmo assistindo que esta atitude não resolveu nada até o dia de hoje. “Isso está acontecendo diante de nossos olhos, estamos vendo o estado do amazonas sem prioridade nas vacinas. Os órgãos de controle tratam os empresários como números, eu como presidente da Abrasel no Amazonas conheço cada nome, por trás desses números, que estão preocupados por não conseguirem mais honrar os pagamentos nem com seus funcionários. Tenho visto choro dos colaboradores ao serem demitidos que levam a pedir socorro cada vez mais”,  o presidente.

O Bar do Armando, um dos mais tradicionais do Centro Histórico de Manaus, localizado no Largo de São Sebastião, está fechado há oito meses.  A proprietária, Ana Claudia Soeiro, afirma que sem a negociação do governo com o setor a tendência é fechar o negócio, demitir funcionários e trazer um problema muito maior. “O vírus vai continuar existindo por muito tempo, então há necessidade do governo estruturar o sistema de saúde para cuidar dos infectados. As empresas têm que trabalhar para pagar impostos, contas e funcionários”, afirma a empresária.

Ana Cláudia sugere que os empresários reabram seus empreendimentos com várias restrições no que diz respeito ao espaçamento entre as mesas, horários reduzidos, oferta abundante de álcool e exigência do uso de máscaras nos ambientes. “Teremos que conviver com esse vírus sem previsão de tempo, mas não podemos parar nossos negócios”, destaca.

A associação afirma que não existe até agora um decreto e medidas que realmente ajudem a atender todos os setores e realmente resolva o problema do comércio no estado.Ate o fechamento desta matéria não tivemos nenhum posicionamento do governo do estado.

Foto destaque: Divulgação

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