Abigraf já está funcionando

Empresários gráficos dos cinco cantos do país estiveram em Manaus, nos dias 21 e 22 de setembro, para a cerimônia de abertura oficial da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) regional do Amazonas. A nova entidade veio atender uma necessidade do setor, que ganha sua primeira representante na região Norte.

 Quando iniciou sua gestão à frente da Abigraf, Mário César de Camargo assumiu, dentre outros, o compromisso de ampliar a representação da entidade nos Estados brasileiros. “Naquele momento, tínhamos 14 regionais. Hoje, damos mais um importante passo rumo ao desenvolvimento e fortalecimento do nosso setor, ao inauguramos a 17ª regional Abigraf. Até o fim do mandato, em maio de 2008, espero abrir ainda outras três. É uma tarefa árdua, que requer muito trabalho e determinação, mas que vale a pena”, destacou Camargo.

 A nova regional funcionará nas dependências da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), e será presidida pelo empresário Roberto de Lima Caminha Filho, que também é vice-presidente da Fieam.
“É uma honra fazer parte de uma entidade tão representativa quanto a Abigraf, que possui um histórico de lutas em prol das causas do setor. Esta união trará benefícios à nossa indústria, além de torná-la mais competitiva e forte”, enfatizou o presidente da nova regional.
 
 Indústria amazonense

Os dados do TEM/Rais (Ministério do Trabalho e Emprego) mostram que o Estado do Amazonas reúne apenas 113 empresas, que correspondem a menos de 1% das 17.364 existentes em todo o País. Esta indústria emprega 1,1% da mão-de-obra ocupada pelo setor gráfico nacional, 1.973 dos 183.276 funcionários gráficos.
 De 2001 a 2005, houve crescimento de 51% do número de empresas gráficas amazonenses, valor expressivo já que o crescimento médio das gráficas nacionais foi de 13,5% no mesmo período. O emprego no setor também cresceu significativamente, 138% no período analisado, muito acima da média nacional que foi de 9,1%.

 O trabalhador gráfico amazonense recebe remuneração inferior à média nacional, estando 42% desses concentrados na faixa entre 1 e 2 salários mínimos, comparados a parcela de 31% dos trabalhadores, na média nacional. O porte médio das empresas do setor, que era 12,4 empregados por empresa em 2001, aumentou para 17,5 em 2005. Tal aumento pode ser o reflexo da instalação de grandes empresas locais no período.

 De acordo com os números do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), as exportações amazonenses de produtos gráficos em 2001 somaram um total de US$ 247 mil, enquanto em 2005 saltaram para US$ 1,8 milhão. As importações cresceram de U$ 4,9 milhões para U$ 20,1 milhões no período analisado. O valor absoluto das remessas externas, apesar de crescente, foi insuficiente para superar as importações, acarretando um déficit negativo de U$18,3 milhões.

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