Abertura de empresas será facilitada com unificação

Apontada pelos fabricantes locais de eletroeletrônicos, relógios e peças plásticas como a ‘vilã das vendas’, a importação de produtos chineses já atinge a competitividade da indústria de artigos para beleza do PIM (Pólo Industrial de Manaus), responsável pela fabricação de secadores de cabelo, modeladores, pedicuros (lixador de pés) e das famosas ‘chapinhas’ para alisar fios.
Empresa mais antiga do segmento local, a Yomasa da Amazônia já acumula perdas comerciais de 30% nos primeiros sete meses do ano, no paralelo com o mesmo período do ano passado. De acordo com o diretor residente da empresa, Heliton Tadashi, na primeira metade de 2007 a fábrica registrou seu pior desempenho desde que se instalou em Manaus, no ano de 2002.
“As importações são um grande problema. Tivemos que reestruturar a empresa e enxugar o quadro de pessoal. Por conta da queda na produção, demos férias aos funcionários e mais 20 dias de descanso remunerado no mês de março”, informou Tadashi.
Segundo o diretor, a empresa emprega hoje 90 pessoas, mas já chegou a gerar 130 postos de trabalho diretos. Na avaliação do executivo, a taxa de câmbio praticada hoje não é favorável à produção desses aparelhos. “Se o dólar estivesse cotado a R$ 2,50, os negócios melhorariam muito”, assegurou.
Outra situação que reduz significativamente as vantagens de se fabricar produtos para beleza no PIM é o subfaturamento, também conhecido como ‘importabando’. Somado às importações, o subfaturamento vem trazendo sérios prejuízos a esse segmento.
Conforme estimativas do diretor, neste ano as vendas da Yomasa devem ficar 10% abaixo do resultado comercial obtido em 2006.
Em seu portfólio, a empresa dispõe de secadores (com potências que variam de 1.400W a 2.000W, dependendo do produto), modeladores, pedicuros e chapinhas com patim de porcelana. De acordo com Tadashi, o produto líder de vendas da Yomasa é o secador, com participação de 50% no faturamento. No segundo lugar está a chapinha, com 30% das vendas, e em terceiro o lixador de pés, com percentual de 20%.
“Hoje a Yomasa da Amazônia detém 30% da comercialização nacional de secadores e a fatia de 70% no mercado brasileiro de pedicuro”, destacou o administrador.
A organização é controlada pelo grupo Tany, que administra também a Yomasa Comercial e Industrial, empresa sediada em São Paulo.

Empresa injetaR$ 12 mi em planta local

Diferente do grupo Tany, a Techit Indústria de Equipamentos para Beleza, recém-instalada no pólo Industrial de Manaus, não está preocupada com a concorrência dos importados. A partir de investimentos da ordem de R$ 12 milhões em instalações físicas e equipamentos, a empresa começou a produzir chapinhas para alisar cabelo em junho, na rua João Marcos Pozzeti, n° 1.413, Distrito Industrial II.
O gerente-geral da fábrica, Maurício Pantiga Neto, afirmou que não vê as importações chinesas como fator complicador para o negócio. “As indústrias nacionais atendem somente 15% do mercado consumidor. Então mesmo com a facilidade criada às importações pela desvalorização do dólar frente ao real, não somos prejudicados”, argumentou.
No primeiro mês de operações, a Techit produziu 15 mil unidades de apenas um modelo de prancha, dotado de patim de porcelana. Entretanto, até o início do próximo ano a corporação vai introduzir outros três modelos em sua linha fabril. “Em 2008 devemos alcançar a nossa capacidade máxima de produção na linha de pranchas, que é de 150 mil unidades por mês. Além disso, vamos diversificar o portfólio com a produção dos secadores”, adiantou Neto, acrescentando que a marca de ambos os produtos será GA.MA Italy.

Volume produtivo

Já em agosto, o volume produtivo da Techit teve alta de 33% no confronto com junho, ao totalizar 20 mil chapinhas. Segundo o gerente, na linha de secadores a indústria terá capacidade para montar 50 mil unidades ao mês.
Proporcionalmente ao crescimento da produção, o número de funcionários vai triplicar do atual contingente de 50 pesso

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