Abertura de empresas reduz ritmo em junho

Apesar do recuo de 2,65% ante o resultado do mês imediatamente anterior (605 constituições de empresas), em junho foram criadas 589 novos empreendimentos no Estado, o segundo melhor desempenho do primeiro semestre, de acordo com dados da Jucea (Junta Comercial do Estado do Amazonas).
Com estes números, houve uma leve alta de 8,07% nos negócios implantados, quando comparados a igual período do ano passado (545). Destes, 382 estão sob direção de empresários, enquanto 204 são empresas Ltda (limitadas) e três são cooperativas.
Porém, assim como houve incremento nos dados de constituições, também foram anotados algarismos maiores de extinção. Segundo os índices da Jucea, foram extinguidas 118 empresas, um valor 15,71% superior ao de mesmo mês de 2010, que contabilizou 105 extinções.
No acumulado, já somam 684 empresas encerradas no ano corrente, alta de 16,92% em relação aos seis meses de 2010 (585).
O assessor econômico da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira, que também atuou como secretário geral da Junta há alguns anos, comenta que este é um comportamento normal. “Não é preocupante”, ressaltou.
Ainda mais quando o saldo de empresas permanece positivo em comparação às empresas excluídas. Foram constituídas 3.332 empresas de janeiro a junho, uma diferença de 453 implementações ante mesmo período de 2010 (2.879).
Quanto às filiais instaladas, apesar do surgimento de novos negócios ter sido 8,38% inferior no primeiro semestre (já que em 2010 595 estabelecimentos vieram para Manaus, enquanto em 2011 esta quantia foi de apenas 549), houve um recuo de 9,63% na quantidade de filiais encerradas.

Inflação sob controle

Pereira declara que este número tende a melhorar, principalmente pelo fato de a inflação estar sob controle. “O governo está atento a isso”, detalhou.
Em junho, o IPCA, indicador oficial de inflação do governo, registrou o menor patamar em dez meses, ficando em 0,15%, de acordo com indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o representante da Fecomércio/AM, do ponto de vista econômico, o Amazonas tem representatividade muito forte, o que atrai novos negócios.
Se for assim, é provável que os algarismos ultrapassem os anotados em 2009. Embora a performance de 2011 ainda esteja atrás no ranking, a variação é muito menor que a armazenada no ano passado.
Na época, a expectativa da Junta era finalizar o ano com um aumento anual de 10% sobre os 12 meses de 2009, segundo o secretário geral da Jucea, Edmilson da Silva Barbosa. Contudo, foram abertos 6.178 estabelecimentos em 2010, uma queda de 3,95% ante o ano antecedente (6432).
Além do mais, nos primeiros seis meses de 2010, houve recuo de 14,82%, com 2.879 empresas constituídas ante 3.380 em 2009. Neste ano, a retração é de apenas 1,42%.

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