11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Abalada por temores externos, Bovespa despenca 3,74%

O Ibovespa, indicador que acompanha as ações mais negociadas, fechou aos aos 60.894 pontos, em baixa de 3,74% -ante 3,76% registrado em 26 de julho, a maior baixa desde então.

A Bovespa (Bolsa de Valo-res de São Paulo) acompanhou o cenário externo, abalado pelos temores geopolíticos e pela disparada do petróleo nos últimos dias, e fechou em forte queda, a maior desde julho.

O Ibovespa, indicador que acompanha as ações mais negociadas, fechou aos aos 60.894 pontos, em baixa de 3,74% -ante 3,76% registrado em 26 de julho, a maior baixa desde então. O volume financeiro da Bolsa foi de R$ 4,823 bilhões.

“O ambiente ficou mais nebuloso lá fora, com a volta do subprime (crédito de alto risco dos Estados Unidos), os problemas geopolíticos, com a tensão entre Turquia e Iraque, e a alta do petróleo. De concreto, não há nada. Só o medo e a aversão ao risco”, avalia Francisco Carvalho, da Liquidez. Com esse cenário, diz Carvalho, os investidores estão preferindo sair da Bolsa para papéis do Tesouro.
Para Sandra Utsumi, do BES Investimento, o mercado respondeu à área externa e deverá permanecer assim na próxima semana. “Fica a expectativa de novos indicadores para ver se os temores permanecem, sobretudo em relação à deterioração da atividade dos EUA e às dúvidas sobre a liquidez do mercado de crédito”, avalia Utsumi.

Das ações que compõem o Ibovespa, os papéis da Per-digão conseguiram escapar da derrocada da Bolsa. As ações ordinárias da Perdigão fecharam em alta de 2,45%, a R$ 46,71.

Na quinta-feira, as empresas Perdigão e Eleva Alimentos -antiga Avipal- informaram, através de comunicado ao mercado, que estudam a possibilidade de realizar a fusão de suas operações.

Entre as maiores baixas, estão Eletrobras ON (ordinárias), com queda de 5,77, a R$ 25,30, seguida por Vale do Rio Doce ON, com recuo de 5,64%, a R$ 59,63, e Petrobras PN (preferenciais), que caíram 5,53, a R$ 63,29.

Produção cai 2,1%

A Petrobras informou que a produção média de petróleo e LGN (líquido de gás natural) foi de 1,769 milhão de barris/dia em setembro, número 2,1% inferior ao registrado em agosto.

Segundo a estatal, a diferença se deve a problemas nas plataformas de Barracuda, Caratinga, Espadarte, Marlim e Roncador. A empresa afirma a situação já está normalizada em todos os casos.

A produção nos campos fora do país atingiu 128,5 mil barris/dia, um incremento de 2,8% sobre agosto. Somadas a produção doméstica e internacional, a média total chega a 1,897 milhão de barris/dia, um decréscimo de 1,7% sobre o resultado de agosto.

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