A Voz do Lojista – Líder por excelência

Desde pequeno já se sentia um líder. Ao ir para a escola, já comandava os coleguinhas, em casa, os brinquedos e as brincadeiras tinham de ser do seu modo. Na adolescência, a liderança da turma era sua e assim foi até a época da faculdade.

Ele quem decidia o assunto a ser abordado pela equipe nas apresentações, quem começava a falar, quem terminava, o tempo de duração da apresentação, quem fazia o quê, enfim, tudo tinha que ser do seu jeito. Até que conseguiu o seu primeiro estágio em uma multinacional e logo se tornou chefe do setor.

Exercia a liderança de forma rígida sem que ninguém pudesse errar nada. Erro era algo inadmissível e, não raro, muitos foram dirigidos ao recursos humanos. Com o tempo, percebeu que o seu setor era o único que não possuía ninguém de longa data, na verdade, só ele continuava desde a época que foi contratado. Começou a dar mais atenção a essa situação.

Nas festas da empresa, via cada setor interagir com alegria, enquanto que o seu, apenas se falavam, pois se conheciam a pouco tempo e, ele sabia, não passariam dali. Com o tempo essa situação começou a incomodá-lo e tornou-se mais inviável quando, certo dia, um rapaz, ao ser chamado por ter cometido um erro, perguntou: “Quando o senhor irá perceber que o ser humano está propício a erros e que um dia o senhor ficará sem ninguém devido o seu modo de liderar?”.

Foi um choque. Foi como se toda sua vida passasse pela sua frente e, realmente, percebeu que o garoto estava com a razão. Durante toda sua vida, não havia ninguém com quem pudesse conversar. Tinham, sim, pessoas com quem falar, mas, apenas conversas formais. Conversas de amigos, aquelas que se fala de tudo, não tinha com quem conversar.

O fundamental quando o assunto é liderança, é o entendimento das necessidades das pessoas, tentar saber o que elas esperam e tentar responder a cada uma, das necessidades e formas de entender e agir no dia a dia. Na busca por atender estas necessidades, sempre nos comportamos de maneira a procurar atender de alguma forma tais necessidades e agimos e reagimos seguindo nosso intuito, meta ou objetivo.

No caminho, acontecem situações de disputa, cooperação e união, intrigas e desafetos, perseverança e desistência, variando de pessoa para pessoa. Aqui, entra o líder que tem a função de juntar as necessidades individuais e grupais, com a forma de resposta das pessoas.

Existem alguns pontos fundamentais sobre liderança, como:
– Um líder representa a alma do seu grupo: A maioria do grupo se espelha no comportamento e pensamento do líder, quando este é validado.

– Legitimidade: Uma coisa é ser a autoridade máxima, outra é ter legitimidade no grupo. O grupo aceita passar por momentos difíceis, desafios, problemas e adversidades se o líder tiver legitimidade e estimula-os a ir adiante. Importante salientar que legitimidade é algo que se conquista ao longo do tempo.

-Cumplicidade: Existe uma espécie de pacto invisível de confiança. O líder deve trabalhar para inspirar a confiança das pessoas que estão ao seu lado, confiança semelhante a de um filho com seu pai.

-Capacidade de assumir riscos calculados: O grupo assume riscos se percebe que tem o apoio da liderança e esconde a “sujeira debaixo do tapete” em caso contrário.
Portanto, um líder tem que ter a capacidade de saber se envolver e trabalhar com as pessoas, que existem erros e, acima de tudo, saber que nem sempre é o “dono da verdade”.

Esta co­luna é ­uma pu­bli­ca­ção diá­ria e ela­bo­rada ­pela ­CDL-Manaus
E-­mail: co­mu­[email protected]­naus.­com.br

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