A visão limitada de Joaquim Barbosa

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, já colocou seu nome na história do país, tanto pela atuação como relator do rumoroso julgamento do “Mensalão” quanto pela própria trajetória acadêmica e profissional.
Sua visão sobre certos temas, entretanto, é muito limitada.
Recentemente ele disse que o país não estava preparado para ter um presidente negro, quando questionado sobre a possibilidade de disputar o cargo. Manifestou que faz parte daquela parcela de negros que alimenta o preconceito, ao invés de combate-lo.
No que diz respeito à implantação de cinco novos Tribunais Regionais Federais, ele se manifestou com base tão somente no custo da iniciativa. Esqueceu de ver as dificuldades que o cidadão comum das regiões mais remotas do país enfrenta na hora de buscar seus direitos.
Isso é próprio, aliás, de quem, como ele, jamais viveu a dura realidade dos rincões. Mesmo vindo de família humilde, Barbosa trilhou uma trajetória que o levou de Minas Gerais, seu berço, aos principais centros do país e do mundo. Não conhece, de fato, a realidade da Amazônia, do Nordeste ou mesmo do Pantanal.
A mesma sensibilidade que demonstrou ao abandonar a letra fria da lei para filosofar sobre a corrupção em seus diversos níveis, ele deveria buscar para tratar de um tema tão caro ao combate às desigualdades regionais.
Talvez se tentasse se colocar no lugar de quem espera anos pelo julgamento de um simples processo de aposentadoria ou perambula de tribunal em tribunal em busca de um direito básico que se perdeu na burocracia estatal, Barbosa reveria sua posição.
Também seria o caso de vivenciar a realidade de uma redação antes de ofender um jornalista que tão somente buscava informações.
Esse é Joaquim Barbosa, a face bipolar da Justiça brasileira.

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