4 de março de 2021

Num piscar de olhos, tudo mudou no universo da televisão. A TV que conhecemos, também chamada de linear, está morrendo. O formato tradicional, transmitido no modelo broadcasting (sinal enviado por antenas, cabos e satélites pra todo mundo ao mesmo tempo) já é ultrapassado. A internet de alta velocidade criou o OTT (Over The Top), tecnologia para distribuir conteúdos pela internet em que é possível difundir um sinal único, chamado de streaming, para cada pessoa nos dispositivos conectados. Desta maneira, a TV que antes era um canal de distribuição em massa passou a ser também um meio para distribuição em nichos e campanhas um para um.

Estas plataformas podem veicular peças para cada consumidor sob demanda, em modelo chamado de VOD (Vídeo On Demand). Um exemplo: os conteúdos de plataformas como a Netflix e o Amazon Prime Video, onde são disponibilizados catálogos de filmes e séries para serem assistidos a qualquer momento.

Acontece que essa tecnologia de streaming pode incorporar características da TV linear também, como a necessidade de determinado conteúdo ser em tempo real, a exemplo de uma partida de futebol ou noticiário. Com isso, você passa a ter o melhor dos dois mundos.

O Amazon Prime já está transmitindo a NFL (liga de futebol americano) e a Netflix já admitiu que poderá exibir esportes e noticiários em sua plataforma, saindo assim do tradicional VOD de catálogo para live streamings. 

O Brasil, por não ter um alcance de internet tão abrangente como nos EUA e nem modelos comerciais que permitam substituir o conteúdo gratuito da TV aberta, levará mais tempo para capitalizar o streaming com assinaturas. Percebendo isso, recentemente anunciaram que vão operar no país duas plataformas de streamings bancadas por anúncios e 100% gratuitos: a Pluto TV, do grupo ViacomCBS, e a VIX Cine e TV. 

A TV tradicional no Brasil está presente em aproximadamente 97% dos lares e o OTT ainda não passa dos 40%, segundo estudo da Amdocs. A internet de alta velocidade no país, com qualidade para assistir conteúdo via streaming, ainda não atinge a maioria dos lares brasileiros, e os planos de internet móveis são, em sua maioria, pré-pagos e com limites baixos de tráfego. Por conta disso, a transformação para o modelo ainda levará alguns anos.

Eletrônicos impressos em papel prontos para o mercado

Seu próximo controle remoto pode ser de papel

Os papéis eletrônicos ainda não conseguiram comprovar todo o seu potencial, mas uma nova tecnologia pode dar o empurrãozinho que faltava.

Marina de Medeiros e colegas da Universidade Purdue, nos EUA, desenvolveram um método de impressão que permite transformar papel comum em teclados e interfaces simples para controlar aparelhos, como um tocador de música.

“Esta é a primeira vez que é demonstrado um aparelho eletrônico baseado em papel com alimentação própria. Desenvolvemos um método para tornar o papel repelente à água, óleo e poeira revestindo-o com moléculas altamente fluoradas. Esse revestimento omnifóbico nos permite imprimir várias camadas de circuitos no papel sem fazer com que a tinta de uma camada manche a outra,” disse o professor Ramses Martinez, cuja equipe já havia transformado uma camiseta em um controle remoto.

A tecnologia é compatível com os processos convencionais de impressão em grande escala e pode ser facilmente implementada para converter embalagens convencionais de papelão ou papel em embalagens inteligentes ou em interfaces humano-máquina.

“Eu vislumbro essa tecnologia facilitando a interação do usuário com embalagens de alimentos, ou permitir que os usuários assinem o recibo de pacotes que chegam em casa arrastando o dedo sobre a caixa. A equipe está agora tentando encontrar parceiros na indústria para levar a tecnologia para o mercado.  

Eco roupas 2.0

Inventada técnica para reciclar roupas de algodão

Todo o mundo já ouviu falar – e muitos já o fizeram – em doar roupas não mais usadas, mas poucos se dão conta de que, um dia, as roupas não têm mais condições de uso, e devem ser descartadas. Esse problema ganhou uma nova dimensão recentemente, quando cientistas descobriram que o que está poluindo os oceanos são principalmente fibras de roupas, e não plásticos.

Ante essa notícia, uma equipe da Alemanha e da Suécia correu para contar que tinham acabado de desenvolver uma tecnologia que, pela primeira vez, permite reciclar roupas velhas de algodão.

André Lehmann e seus colegas conseguiram converter a polpa resultante da trituração de roupas velhas em fibras de viscose feitas de pura celulose. “Os têxteis raramente consistem em algodão puro. Os jeans, por exemplo, sempre contêm uma certa quantidade de fibras químicas, como poliéster ou elastano,” justifica o pesquisador.

A indústria têxtil geralmente usa celulose como matéria-prima para a produção de fibras celulósicas regeneradas, como viscose rayon, modal e liocel. Essa polpa não derrete, então ela precisa ser dissolvida em uma solução e passada por uma fieira, para ser transformada em fibras celulósicas. A matéria-prima para essa polpa geralmente é a madeira.

O que a equipe fez foi substituir a madeira por roupas velhas.

O resultado é um fio de filamento, ou seja, um fio contínuo de fibra, de vários quilômetros de comprimento, constituído por 100% de celulose, cuja qualidade é comparável à da fibra celulósica regenerada a partir da madeira.

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