O que é valor? Seria o mesmo que preço?
Algumas pessoas podem até achar que sim, e, embora seja extremamente doloroso para quem informa, estão erradas.
Há muitas definições que podem orientar melhor sobre essa questão:
Eis um exemplo que volta e meia é lembrado:
“Preço é o que você paga. Valor é o que você leva” (Autor desconhecido)
Mas de que forma pode-se diferenciar essas duas variáveis?
Pode-se dizer que o valor determinará o preço de acordo com a necessidade do indivíduo em relação ao bem ou serviço procurado. Se este é escasso ou abundante, se é emergencial, se é simbólico entre outras questões que transformam as variáveis em múltiplas possibilidades, aumentando exponencialmente a complexidade do assunto, caso queiram aprofundar.
Exemplo clássico dessa é o caso da água aqui no Amazonas. Por ter em abundância não é um produto de preço elevado e é quase um crime negar-se a servir um copo de água gratuitamente a quem está sedento. O mesmo não acontece em regiões não tão ricas em mananciais, como é o caso dos países do Oriente Médio, onde a água tem preço mais elevado que os combustíveis fósseis (gasolina, gás, óleo, etc.).
Percebe-se melhor a diferença entre os dois quando são utilizados exemplos mais práticos no mercado. Eu estava ouvindo uma discussão sobre os preços exorbitantes de alguns produtos em determinado supermercado da cidade. Aquela informação fez com que eu passasse a apresentar certa resistência em ir a uma nova loja da rede de supermercados, que fora inaugurada há um tempo. Por não gostar de fazer compras em supermercados – entre outros motivos, pela aglomeração de pessoas, produtos espalhados, falta de atendimento, falta de caixas de atendimento, falta de informações, má-iluminação e outras situações que me deixavam extremamente desconfortável, à essas coisas ainda estava somada a tomada desavergonhada do meu bolso através de seus preços abusivos.
Mas um dia não tive mais como fugir, acabei acompanhando minha namorada e sua mãe ao bendito centro de compras. Ao entrar entendi melhor a questão da empresa e avaliei melhor as críticas que eu tinha ouvido e passei a rever alguns conceitos sobre preço e valor, pois o exemplo prático ilustrava bem aos meus olhos o que deveria ter evitado o pré-conceito (preconceito?) criado pelos críticos exaltados da localidade e ver pessoalmente para poder ter minha própria concepção sobre o assunto para poder emitir minha opinião sem isenção.
O ambiente bem iluminado, com ótima área de circulação, bem sinalizado, produtos de marcas consagradas e segmentadas (para as classes A e B – caso dos vinhos e queijos), com funcionários que sabem colaborar com o bom funcionamento da localidade e informar os clientes sobre onde encontrar o que procuram. Claro que isso acontece na concorrência, mas nesta não se pode perceber tanta preocupação com os detalhes com naquele. Mas o principal detalhe que me mostrou o diferencial da empresa foi no momento de pagar as compras.
Enquanto nos outros eu sempre encontrava trinta ou quarenta caixas de atendimento, onde somente oito ou nove funcionavam, neste local encontre todos os caixas atendendo. Isso para mim foi determinante para poder entender e ilustrar algumas diferenças entre preço e valor.
Entendam que não estou fazendo juízo sobre certo e errado e em primeiro lugar entender o lado de cada empresa. As empresas têm seu público, quanto mais segmentado, mais fácil de orientar suas estratégias, quanto maior a amplitude do horizonte de atendimento, maior a variedade dos produtos, serviços, clientes e suas classes e seus preço, pois a forma do lucro se dá pelo volume de itens vendidos. Daí a preocupação com o investimento e o seu retorno.
Ao optar por trabalhar com um público específico, oferecendo comodidade, diferencial nos produtos, com fornecedores selecionados e comprometidos com a qualidade Premium do que oferecem, essas empresas tendem a mudar o foco para o atendimento direto da necessidade e comodidade do seu público. Mais investimento para melhor atender o cliente, mais o cliente desembolsará para que possa ser atendido de forma mais personalizada.
E foi essa a percepção que tive ao analisar os clientes que estavam dentro daquela loja. Não estavam preocupados com o preço a pagar, mas sim com o conforto, a segurança e a garantia da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela empresa onde estavam comprando. Essas variáveis se sobrepunham à questão do preço.
Fica a lição: o cliente não se incomodará de pagar a mais, desde que o que é oferecido seja confiável e atenda às suas necessidades, pois a solução procurada, quando encontrada é valiosíssima.

Abraços e até a próxima!

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