A sopa típica da Amazônia

Todas as regiões do país possuem sua gastronomia própria. No Norte, temos várias iguarias só encontradas aqui, e até os lugares onde são consumidas, em alguns casos, passam a ser característicos. É o caso do tacacá, cuja venda é comum em bancas, cuidadosamente arrumadas em praças ou calçadas. E isso já acontece há séculos.
Segundo o historiador Câmara Cascudo, o tacacá teve origem entre os indígenas que habitavam o Pará. Tratava-se de uma sopa, que os indígenas denominavam de mani poi e desconhece-se o por que passou a ser chamada de tacacá, que significa mau cheiro.
Do Pará o tacacá veio subindo o rio Amazonas, conquistando admiradores nas cidades ribeirinhas até chegar a Manaus, de onde se espalhou para outros Estados da Amazônia.
Em Manaus, como no Pará, o tacacá também ganhou as praças e as calçadas, e também muitos apreciadores. João Paulo, proprietário da Tacacaria Amazônia, confirma isso. “A Tacacaria ainda não tem um mês de existência (foi inaugurada no dia 3) e já está fazendo sucesso, localizada na calçada do CSU do Parque Dez”, disse.
“Poderia ter escolhido outro produto, mas preferi o tacacá porque realizei um trabalho de consultoria que durou três anos. Era um trabalho no segmento da gastronomia e com ele adquiri um know how especificamente sobre o tacacá, então ficou fácil trabalhar com essa sopa tipicamente nossa”, explicou.
E o sucesso de um “tacacazeiro” (a pessoa que faz o tacacá), depende de saber muito bem trabalhar os produtos, independentemente um do outro, para que o conjunto da obra faça a sopa conquistar o paladar de quem a toma. “Trabalhamos fortemente no equilíbrio do sabor do tucupi, juntamente com a aquisição de materiais de primeira e, o principal, o respeito aos tempos necessários de preparo de cada ítem do tacacá”, adiantou.

Variação da sopa

Conforme falou João Paulo, o tacacá é formado por um conjunto de produtos, que devem ser tratados cada um à sua maneira. É um caldo fino, temperado com sal, cebola, alho, coentro, cebolinha, chicória, alfavaca e tucupi, sobre o qual se coloca goma de tapioca, camarão e jambu. O jambu (os apreciadores do tacacá sabem muito bem disso e nem se assustam), é uma folha que tem a capacidade de tremelicar os lábios e a língua de quem toma a sopa. É um efeito curioso, rápido e passageiro, um toque a mais do tacacá.
Como qualquer sopa, o tacacá deve ser tomado quente, temperado com pimenta e, jamais, ser servido em prato. Para isso existem as cuias, outra característica única da bebida, em três tamanhos distintos.
Na Tacacaria Amazônia, João Paulo criou variações para a sopa, que estão sendo bem aceitas. “Temos variações nos tamanhos do camarões, pequeno, médio e grande, com preços de R$ 10, R$ 12, e R$ 15, a cuia, respectivamente, para agradar a todos os gostos. E inovamos com o ‘Tacacá de Charque’ (R$ 13,) e o ‘Tacacá de Pirarucu’ (R$ 15). Para quem gosta de variar, disponibilizamos esses sabores”, acrescentou.
“Nosso público é formado por homens e mulheres, de 21 a 70 anos, às vezes vêm sós, outras vezes com a família. São pessoas que gostam de produtos regionais, de coisas da terra, e mesmo visitantes de outras partes do Brasil e do exterior que desejam provar da gastronomia local. São pessoas que querem uma comida rápida, quente e com sabor único”, contou.

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