19 de abril de 2021

Durante um bom tempo, no período da pandemia, Manaus foi o foco das atenções negativas do nosso país. Chegou mesmo a ser considerada, pela mídia alarmista e negativista, como o EPICIENTRO DO CORONAVÍRUS do país enquanto diariamente as imagens do Pronto Socorro Vinte e Oito de Agosto passaram a ser obrigatórias nos noticiários nacionais. As notícias de falta de leitos, aliadas aos atendimentos nos corredores dos hospitais, culminando com a falta de oxigênio, episódio que mobilizou o país inteiro, conseguindo arrecadar fundos até mesmo de artistas consagrados. Foram momentos de uma notoriedade negativa que deu a impressão que estávamos vivendo na “boca do inferno”, completamente sem condições de enfrentar a situação.

Alguns meses depois, com as idas e vindas da política brasileira, completamente perdida entre as funções de cada poder e a real função de seus executores, o país enfrenta o maior pico da história nos casos de mortes do Covid-19, com projeções no mínimo mórbidas. Estados antes considerados modelos de enfrentamento e mobilização no caso, hoje estão em colapso no sistema de saúde e a região sul há muito tempo não sai da cor vermelha dos casos de alta no mapa diário da televisão.

As vacinas que deveriam ser a grande esperança do povo, com a condição que deveria implantar de uma breve volta à normalidade esperada, passaram a ser o palco de uma verdadeira guerra política. A troca de farpas entre o governador de São Paulo e o presidente, aliado à necessidade de fritura do Ministro da Saúde, tornou o período de vacinação um tempo de incerteza. A imprensa em sua maioria aproveitou a falta de doses de vacina para dar ao mundo uma imagem piorada do nosso país e do nosso governo, politizando e dando o viés ideológico que teimamos em utilizar quando existe a necessidade da neutralidade e imparcialidade.

As consequências foram inevitáveis, com o sistema financeiro em abalo e a fuga dos investidores, o câmbio levando a uma desvalorização cada vez maior da nossa combalida moeda e o povo já sofrido, sem emprego e renda, tendo que amargar os preços dos combustíveis e dos alimentos aumentando em uma proporção amarga. Infelizmente a briga política e a desinformação e deseducação do nosso povo faz com que se esqueçam da história do país, quando já vivemos situações talvez até piores, onde apenas a lucidez da ciência e a união entre governantes e população conseguiram fazer a situação voltar à normalidade.

Tivemos agora a troca de mais um Ministro da Saúde, uma satisfação política que o presidente da República resolveu dar em parte aos políticos de plantão, e na outra ponta aos seus seguidores. Trocar alguém em alguma pasta, pode parecer que alguma coisa está sendo feita, que não está havendo imobilidade. A questão é se esta troca de pessoa vai resultar na troca de atitude em relação aos graves problemas que estamos enfrentando em relação ao nosso sistema de saúde. 

Além da crise na saúde, com o colapso nos hospitais e a disseminação do vírus, com o povo teimando em não colaborar, fazendo sua parte no uso da máscara e álcool gel, ou nas aglomerações, temos a crise mais séria que é a crise política. Os poderes estão apodrecidos, brigando entre si e querendo tomar cada um para seu quadrado a força maior do poder total da nação. O povo por enquanto apenas observa num misto de medo e subserviência, querendo uma resposta, uma solução, sem entender que ele, o povo é a verdadeira solução. Em todas as grandes crises institucionais pelas quais passamos em nosso país, o povo foi o gatilho que fez detonar a solução para as medidas que colocaram este país no eixo correto. 

Em 64, período que os parlamentares insistem em tentar fazer o povo esquecer, contando com o apoio do STF, foi a população que saiu às ruas, na famosa marcha da família e disse NÃO AO COMUNIISMO, pedindo socorro aos militares. No Plano real, o povo já não aguentava mais uma inflação acima de 2.000%, quando o presidente Itamar Franco resolveu montar uma força tarefa de economistas que CORTOU MORDOMIAS E ERROS DE ESTRUTURA conseguindo fazer o que ninguém no mundo acreditava. Nosso país chegou a estar entre os cinco mais ricos do planeta. Porque não olhar estes exemplos para buscar a solução dos problemas que estamos vivendo?

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