A saga da espionagem no país

E continua a saga de Glenn Greenwald, o jornalista americano do Guardian que mora no Rio (não é correspondente do jornal), que parece mesmo determinado a fazer o Brasil declarar guerra aos EUA. De tudo o que Edward Snowden vazou, o repórter inglês está pinçando e selecionando eventos que digam respeito ao país. Na semana passada, veio a público a sugestão de que Dilma foi espionada, embora não exista a evidência de que a Agência Nacional de Segurança tenha tido acesso ao conteúdo de suas mensagens —o que se infere é que haveria condições técnicas para tanto.
Neste domingo, de novo no Fantástico, Greenwald revela que a Petrobras também teria sido espionada. Mais uma vez, não se tem a prova disso —ou, nas palavras de Sônia Bridi, coautora da reportagem: “Não há informações sobre a extensão da espionagem, e nem se ela conseguiu acessar o conteúdo guardado nos computadores da empresa. O que se sabe é que a Petrobras foi alvo da agência, mas não há pista nos documentos sobre que tipo de informações a NSA buscava.” O fato é que, tanto no caso de Dilma como no da Petrobras, não fica claro se houve mesmo a invasão ou que tipo de informação foi buscada. Na ausência de dados sobre a espionagem propriamente, recheia-se a reportagem com os números superlativos da Petrobras e o quanto ela pode despertar a cobiça internacional. Sem dúvida! Também se especula sobre a possibilidade de empresas terem tido acesso a informações sobre o pré-sal.
Uma questão relevante: Glenn Greenwald, neste domingo, em declaração ao Fantástico, resolveu relativizar as considerações que vinha fazendo sobre o trabalho da agência americana. Até reconheceu que ela se ocupa também de combater o terrorismo.
Certamente há mais coisas que dizem respeito ao Brasil nos arquivos roubados por Snowden e repassados para Greenwald. No caso da Petrobras, nem a agência americana conseguiu saber o que se passa num estado chamado “Petrobras”. Sucessivos governos já fizeram esse esforço, e ninguém, até agora conseguiu.
De qualquer forma, Dilma já tem dois pilares de campanha. O primeiro são os médicos, escravos da ditadura cubana; o outro, a garantia de que vai proteger o país da democracia americana.

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