A rota Miami/Manaus da American Airlines é cancelada

Uma das maiores empresas aéreas americana acaba de anunciar o cancelamento definitivo da rota entre Miami e Manaus. Segundo a empresa, a decisão de deixar de operar para o aeroporto amazonense é devido aos impactos da pandemia de Covid-19.

Nota da American Airlines

Em nota enviada ao site The Points Guy, a companhia americana disse que, a partir de 2 de novembro, vai deixar de operar a rota entre Miami, na Flórida e Manaus, capital do Estado do Amazonas.

“Devido à redução da demanda como resultado da pandemia de COVID-19, tomamos a difícil decisão de suspender o serviço para Manaus (MAO) a partir de 2 de novembro de 2021. Estamos entrando em contato com clientes afetados para oferecer alternativas”, informou a nota da American Airlines.

A Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) esteve reunida, na terça feira (27/07), com executivos da companhia American Airlines para articular alternativas para a retomada dos voos de Miami para Manaus em 2022. O trecho foi um dos mais afetados pela redução da operação aérea da companhia no Brasil, já anunciada anteriormente.

Em longa reunião com o presidente da Amazonastur, Sérgio Litaiff Filho, o diretor de vendas da American Airlines no Brasil, Alexandre Cavalcanti, expôs a queda acentuada de passageiros dos voos em virtude da pandemia como um dos principais agravantes da decisão, apontando que a mesma não ainda poderá ser revogada e que a aérea aguardará um cenário propício para a retomada.

“Eu tenho total interesse em fazer, não só esse voo retornável, mas continuar crescendo no Brasil todo. Infelizmente as fronteiras estão fechadas, mas existe uma demanda que está aí só aguardando as fronteiras reabrirem”, considerou o diretor de vendas da American Airlines no Brasil.

Para o presidente da Amazonastur as ações que estão sendo desenvolvidas pelo órgao visa a captação de turistas da América do Norte nas principais feiras internacionais, além do reforço da pesca esportiva, a participação do Amazonas na Expo Dubai, investimento em mídia internacional, bem como o avanço da vacinação no Estado, que já alcança pessoas com 18 anos ou mais, trazem esperança para a retomada do turismo no estado.

“Reunimos com a cúpula da American Airlines no Brasil para entender essa notícia que chegou de surpresa na tarde de ontem. Buscamos esclarecer os motivos, qual seria a programação e expusemos também tudo aquilo que está programado com o intuito de captação de turistas na América do Norte. Apresentamos muitas informações para que eles levem à American Airlines e, daqui a duas semanas ou três, teremos novas tratativas, das quais esperamos estar anunciando boas novas. Estamos entusiasmados e trabalhando com a expectativa positiva de que haja uma reversão nesse quadro”, finalizou Litaiff.

Para vários especialistas do setor de turismo do estado, “Deixou de ser prioridade. Os executivos da Delta, Braniff, Air France, e outras menos cotadas disseram a mesma coisa e não voltaram”. Lembrando que a companhia já havia suspendido temporariamente a rota entre as cidades até 1 de novembro, e agora informou que não há mais previsão de retorno. 

A Delta Air Lines é uma das mais importantes companhias aéreas dos Estados Unidos, com sede na cidade de Atlanta, no estado da Geórgia. A companhia é a terceira maior linha aérea do mundo, atrás respectivamente da United Airlines e da American Airlines em tamanho de frota e número de passageiros transportados. 

As operações da American em Manaus até março deste ano oferecia cinco voos semanais na rota Manaus/Miami (AA 964/AA 1265), às segundas, terças, quartas, sextas e sábados, com saída de Manaus programadas para 2h27 e chegadas em Miami às 7h13. A companhia chegou a usar o Boeing 737 MAX 8 nessa rota.

A diminuição da atuação no Brasil se dá por etapas, pois não é a primeira vez que a rota é suspensa pela companhia desde que começou a se agravar a pandemia no país. Em junho do ano passado, a companhia já havia cancelado definitivamente duas rotas para o Brasil: Los Angeles/São Paulo e Miami/Brasília. Com esta decisão, a companhia americana limitará sua operação no Brasil somente nos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro e São Paulo, em Guarulhos.

Foto/Destaque: Divulgação

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