1 de março de 2021

As ameaças à biodiversidade, que é um dos limites planetários já ultrapassados pela humanidade e que pode estar próximo do ponto de não retorno, incluem, ainda, a fragmentação de paisagens e a perda de habitat.

Nesse cenário, as queimadas no Amazonas, que registraram o maior número da história em 2020 , e no Pantanal, que subiram 530% no primeiro semestre do ano, mostram que seguimos por um caminho preocupante e reforçam a urgência de implementar de maneira mais eficaz as políticas públicas ambientais já existentes e manter o seu foco na promoção da preservação do meio ambiente, para que ele cumpra sua finalidade, enquanto bem de uso comum do povo, para a garantia da sadia qualidade de vida de toda a coletividade.

Ainda a respeito da execução das políticas públicas ambientais para conservação da biodiversidade no ano de 2020, é possível afirmar com base nos números e dados sobre as queimadas, que devem ser aprimoradas e alinhadas com a sustentabilidade e com aquilo que se entende como as melhores práticas para o desenvolvimento sustentável. Nesse ponto, cabe um alerta: apesar de o termo sustentabilidade andar na moda, boa parte da sociedade não compreende o que ele de fato significa. 

É sabido que a natureza possui uma impressionante capacidade de regeneração e resiliência, mas ela não é infinita. Se esgarçada para além da capacidade de um ecossistema se manter funcional, ele estará comprometido. O respeito aos limites biofísicos da natureza pode implicar em uma redução do crescimento econômico ou até do decrescimento de grandes economias, razão pela qual é uma pauta polêmica e difícil de ser defendida, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, onde o crescimento econômico é visto como imperativo para geração de renda e redução de desigualdades sociais.

Todavia, a pandemia de Covid-19, que representa um dos maiores desafios do mundo globalizado, abriu espaço para repensar o modelo produção e extrativismo atual e projetar, na chamada retomada verde, um novo modelo baseado em premissas sustentáveis, cidades inteligentes e consumo consciente. Transparência, compliance — inclusive, o ambiental — e adoção de parâmetros de ESG (Environmental, Social and Corporate Governance — governança ambiental, social e corporativa) também serão valorizados na retomada verde e já contam com a adesão de grandes empresas. 

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