21 de janeiro de 2022

A reação causada veio da ação escolhida…

Recordo ainda hoje… Na sala de aula, a professora contou a história do navio Titanic. A descrição daquele enorme navio, com capacidade para transportar mais de duas mil pessoas, nos atiçou a curiosidade. A classe ficou silenciosa e atenta. O navio era considerado inafundável, pelos que o idealizaram, graças à possibilidade de ter até quatro dos seus compartimentos inundados e permanecer flutuando. Entretanto, a colisão com o enorme iceberg rasgou cinco deles e, em três horas, o navio havia se partido ao meio e naufragado. Era o quarto dia de navegação e mil e quinhentas pessoas perderam a vida, a maior parte delas ocupantes da terceira classe. O que nos marcou, de forma indelével, foi o arremate final da professora.

Segunda ela, aquela colossal obra de engenharia marítima fora considerada como algo que nem Deus poderia afundar. E, para que aqueles homens deixassem de se considerar como deuses, é que o navio fora a pique. Durante muito tempo, em nossa imaginação infantil, desfilaram as crianças, as mulheres, os tantos homens, toda aquela gente que não pôde ser salva. Se Deus queria dobrar o orgulho dos idealizadores ou de quem se permitira tal comentário, em algum momento, por que promover um desastre em que tantos passageiros perderam a vida? A elucidação a essa questão somente nos chegaria, anos mais tarde, quando o contato com uma doutrina espiritualista se fez presente em nossa vida.

Então, o pavor daquele Deus vingativo, que assombrara muitas noites da nossa infância, desapareceu como fumaça, levada pelo vento forte. O desastre fora causado, sim, pelo orgulho dos homens, pela sua imprevidência, que chegara ao ponto de não dispor de botes salva-vidas suficientes para todos os embarcados. Sim, desastres existem. Acidentes ocorrem. Sabemos que tudo está delineado dentro da Lei de causa e efeito, exatamente como nos ensina o Racionalismo Cristão. Portanto, longe de culpar as Forças Superiores por esse ou aquele acontecimento infeliz, verifiquemos se, pela nossa correta ação, não poderia ter sido evitada certa catástrofe, determinado acidente absurdo.

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