A quem interessa a “enrolação” com o Terminal Pesqueiro?

Mais uma vez o Terminal Pesqueiro de Manaus – TPM volta a ser destaque na imprensa local. É uma obra de 2006, passados 14 anos, que nunca funcionou adequadamente. Tá disputando com o Centro de Biotecnologia da Amazônia – CBA quem passa mais tempo sem funcionar em prol do seu verdadeiro público, o interior do Amazonas. Hoje, o CBA vem ganhando essa negativa disputa já que nasceu em 2002, o TPM é mais recente, de 2006. São dois símbolos do descaso com a geração de renda com o povo do interior, com o nosso setor primário.

Acompanhei e acompanho essa novela há bastante tempo. Participei de dezenas de reuniões e audiências públicas com esse tema, mas nada adiantou, nada evoluiu, nada ficou resolvido. A última delas foi quando o Álvaro Campelo era vereador, hoje tá na Assembleia Legislativa do Amazonas – ALEAM. Os deputados Luiz Castro e Dermilson Chagas já levantaram esse tema inúmeras vezes. O fato é que, internamente, não resolvemos, não encontramos saída pra tanto rolo que envolve aquela estrutura. Tem entrave na área escolhida, no tipo de terreno, na questão sanitária (passa igarapé ao lado), na proximidade com o aeroporto Ponta Pelada (urubus), na estrutura que foi construída (cedendo), entre outros. Acredito que alguns já foram superados. Mas também é fato que alguns atores que sempre participaram dos debates não querem a solução do impasse, querem, no fundo, que a situação permaneça a mesma. Qual será a razão? Não sei!

Então, já chega de enrolação, e pelo que li na imprensa local tem gente defendendo mais tempo de enrolação. Já chega! O governo federal, que colocou recurso financeiro para a construção, já cansou de nos esperar, e até já decidiu um caminho que, segundo informações, vem buscando solução consultando o TCU. Estão começando pelo terminal de Cabedelo, mas o nosso já está na lista.

Agora é o momento de tentar colocar em prática a ideia do governo federal através do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), e que venha verdadeiramente beneficiar o pescador artesanal, piscicultor, manejador e consumidor do Amazonas.

No meu ponto de vista, essa estrutura pública sempre foi tocada de forma privada. Isso não pode continuar!

A quem interessa essa enrolação de 14 anos com o TPM?

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