Banda icônica do rock nacional, integrante da chamada “Turma da Colina”, a Plebe Rude (grafada com o “R” invertido) é uma das precursoras do movimento punk de Brasília e talvez por isso, a menos comercial entre seus pares, a extinta Legião Urbana e Capital Inicial.
Com mais de 30 anos de carreira, a banda finalmente veio à Manaus, na sexta (12). Coincidentemente quando o cinema aposta suas fichas em produções que abordam a época de criação dessas bandas e do rock de Brasília, como os filmes “Somos Tão Jovens” e “Faroeste Caboclo”.
Guitarrista, vocalista e principal letrista da Plebe Rude, o músico Phillipe Seabra dispensava o termo ‘ícone’. “Não me enxergo assim, temos responsabilidade por termos voz e podermos divulgar ideias. Não fazemos músicas comercias ou ‘de amor’, não aparecemos na TV. Tentamos manter a coerência, não dá para falar de política, gritar ‘mude o mundo’ e depois ‘tire o pé do chão’. Esse não é o papel da Plebe Rude. Dormimos bem a noite por sabermos que estamos fazendo a coisa certa”, alfineta o músico.
Sobre a troca de integrantes e a força dos shows, Phillipe comemora a adesão de Clemente Nascimento (guitarrista e voz de ‘Os Inocentes’, pioneiros do punk no Brasil) “a banda levou 20 anos para ficar como está, nosso som não é plastificado, é dinâmico e cresce de acordo com o retorno do público. Não queremos que estes vazem para a internet com uma péssima gravação de celular, com um áudio horrível ou uma imagem tremida e sem qualidade”, criticou o músico.
Phillipe falou das fases da banda e músicas novas: “por ser nosso primeiro show em Manaus, tocamos músicas de todos os discos, além de comemorar os quase 30 anos de nosso primeiro CD (O Concreto já Rachou, 1985).

O show

Na noite de sexta (12), a Tatau Show recebeu um público diversificado para conferir a primeira apresentação da Plebe Rude em Manaus. Entre adolescentes, e muitos com mais de 30 ou 40 anos; rockers, punks e pós-punks, sem muita demora a banda subiu ao palco com Phillipe Seabra e Clemente Nascimento nas guitarras e vozes, Marcelo Capucci na bateria e Fred Ribeiro, substituindo André X, no baixo. A platéia foi logo atingida pelos clássicos do Mini LP “O Concreto Já Rachou” como “Proteção”, “A Sua Renda” e “Johnny Vaia Guerra (Outra vez)”, e o cover de “Luzes” da brasiliense Escola de Escândalos, emendando com outras do segundo disco, “Nunca Fomos Tão Brasileiros” a exemplo de “A Ida” levada no violão por Seabra.
O público estava animado, sendo provocado pelo vocalista a cada intervalo, com o discurso politizado de Seabra. A certa altura do show Clemente deixa os backings (muito bem feitos, a exemplo do que fazia o antigo integrante Jander “Ameba” Bilaphra) e assume a voz principal. Quem esperou, viu um grande show, de uma das maiores bandas do Rock Nacional.
Com uma pegada diferente da primeira banda, a Tudo Pelos Ares, que abriu a noite, veio com um hard rock enérgico, repleto de influências setentistas, guitarras sujas e letras ácidas. Formada em 2000, a banda é conhecida pelas performances elétricas e quem estava por lá viu um ótimo show. O bom humor e a irreverência da banda deixou o público ligado para a atração principal.
Também no show de abertura, a Espantalho que tocou músicas de seu CD de estréia (lançado em 2000) tocou músicas conhecidas pelo público ‘indie’, que sempre estiveram presentes no cenário alternativo de Manaus e foram cantadas por boa parte do público presente, que as conhecia de cor. O guitarrista e vocalista Marcos Terra Nova tem uma forte presença de palco e uma voz inconfundível. Nova aproveitou para divulgar no show, o próximo disco da Espantalho, “Volver” que será lançado ainda este ano.

Hannibal com tecnologia inédita

Um dos personagens mais fascinantes da literatura e do cinema, Hannibal chega à televisão pela primeira vez na mais nova produção original do AXN, hoje, terça (16), às 22h (horário de Brasília). Inspirada no livro “Dragão Vermelho” de Thomas Harris, a série revelará a história de vida deste psiquiatra canibal e brilhante, desde o início do seu envolvimento com o FBI e Will Graham, período anterior aos narrados no cinema. O projeto Hannibal da Sony Pictures Television (SPT) vai ainda mais longe e traz ao Brasil, pela primeira vez em uma série de televisão, um aplicativo second screen inovador que proporcionará ao público do canal uma nova maneira de assistir televisão.
Mais do que informações extras sobre a atração, o second screen funcionará de forma totalmente sincronizada ao conteúdo de cada um dos episódios da série, no momento exato de sua exibição através do uso de tecnologia de marca d’água de áudio digital. Detalhes e bastidores das cenas exibidas, relações e ligações entre os personagens da trama, informações sobre o ator no exato momento em que aparece na tela são apenas alguns exemplos do vasto conteúdo que o usuário encontrará disponível.
O aplicativo permitirá também a integração de plataformas sociais, para que no mesmo ambiente de tela seja possível acessar facebook e twitter, por exemplo, e interagir de forma direta com a série, fãs e amigos. A partir de hoje, o aplicativo estará disponível sem nenhum custo no iTunes para todos os dispositivos móveis iOS, assim como em tablets.
O episódio de estréia é “Apéritif”, dirigido pelo cineasta britânico David Slade (30 Dias de Noite, A Saga Crepúsculo: Eclipse).

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