A pirataria da informação no mundo digital

Após a nova revolução industrial e tecnológica dos últimos anos, que nos trouxe inovações dignas das ficções científicas do passado, com carros autônomos, que dispensam motoristas, robôs que fazem cirurgias, impressão em 3D, softwares que emulam comportamento humano, medicamentos revolucionários que curam doenças, nanoeletrônica criando equipamentos e aparelhos inimagináveis, drones e todo tipo de invenções, também temos novos tipos de violação de direitos.

A liberdade de manifestação que as redes sociais proporcionam, no dizer de Humberto Eco: “…Deram voz à uma legião de imbecis”. Nesse ambiente virtual, temos todo tipo de infração, tais como: pedofilia, fake news, crimes virtuais, que, resumindo, mostram o lado obscuro da internet, e também a chamada deep internet, onde crimes de todo tipo e lixo cibernético são expostos até as entranhas.

Por sua vez, temos um lado maravilhoso e surpreendente, que nos traz grandes benefícios, acesso ao conhecimento, novas formas de lazer, reencontros e novos encontros, amizades, que por sua vez conflitam com crimes cibernéticos, hackers que se apropriam de dinheiro, invadem a privacidade e atacam governos e organizações.

A pirataria faz parte desse ecossistema e, como não deixaria de ocorrer, vem adquirindo novas dimensões. Uma parte significativa da nova pirataria vem dos mais jovens e é decorrente da cultura do copiar e colar, muito utilizada nos computadores e redes sociais. Ocorre, porém, que esse tipo de cultura, da cópia aberta e sem proteção da propriedade intelectual, gera um grande prejuízo para os criadores de conteúdo. Leis como a Lei Geral de Proteção de Dados foram criadas para normatizar esse ambiente virtual.

Um dos novos alvos, que vem ganhando visibilidade principalmente durante a pandemia, é o compartilhamento de notícias de jornais e de revistas, sem qualquer remuneração. Diante disso, em muitos países as empresas de comunicação, as associações de jornais e revistas, as associações de jornalistas iniciaram uma luta visando à normatização e ao pagamento de conteúdo, uma vez que a distribuição indiscriminada de jornais e revistas é uma ameaça real e concreta às empresas jornalísticas, editoras e à profissão de jornalista. Como uma empresa, seus funcionários, jornalistas e criadores sobreviverão quando os conteúdos são replicados gratuitamente?

Se a imprensa livre é um dos pilares da democracia, e se queremos continuar tendo jornais, revistas e empregos, é importante que seja combatido esse tipo de propagação disfarçada de simpática, seja através do compartilhamento de jornais e revistas gratuitamente, bem como do compartilhamento de conteúdo, leia-se, notícias com fins comerciais. Toda forma de pirataria deve ser combatida.

Foto/Destaque: Divulgação

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