A Ordem e a Justiça haverão de prevalecer

Crises e guerra normalmente deixam marcas indeléveis nas sociedades que as suportam. Dores e perdas, pessoais e financeiras, são, apenas, algumas delas. Se é que se pode imaginar algum reconforto pela sua passagem dramática, elas, não raro, acabam por gerar algumas situações de maior proximidade, solidariedade e preocupação com o semelhante. Pequenos gestos acabam por se mostrar mais frequentes, tocando a muitos.

É nesse contexto que muitas pessoas estão a se indagar sobre o dia seguinte do término da atual pandemia da Covid-19. Diversas são as respostas, conforme seja a percepção de cada qual, o que é esperado, até mesmo porque as ideias em relação às saídas menos dolorosas da atual quadra são muitas. Em relação a isso, cabem algumas ponderações sobre o mundo jurídico, e à Justiça em si.

Em relação às respostas legais, é de se ver que tem sido percebido um elogioso e hercúleo labor por parte do Legislativo. As alterações apresentadas nos últimos dias, em que pese o fato de reduzida discussão com a sociedade civil, têm se mostrado ligadas à percepção de busca de solução de problemas que estão a se dar. Não sem razão, diversos autores, mundo afora, recordam como em situações de catástrofe, como as grandes guerras, acabaram por gerar uma significativa inflação legislativa. Seus efeitos ainda deverão, de qualquer forma, ser melhor e futuramente avaliados pela Justiça.

E é em relação à Justiça que deve caber alguma outra sorte de preocupação. Em serviço doméstico, o Poder Judiciário tem evidenciado uma destacada produtividade. Os números não negam esse fato. No entanto, é de se recordar que isso não pode levar a um pensamento simplista de que, em termos remotos, a Justiça seja mais eficaz. Ou pior: que ela se mostra mais efetiva com o distanciamento também do advogado.

Ela não é necessariamente mais eficaz em termos remotos, pois números não retratam, especifica ou claramente, Justiça em si mesmo. A frieza destes pode fazer crer que produção é maior prestação, mas isso deve ser visto com ressalvas. O momento crítico que implica o distanciamento, também do mundo das leis, transformou despachos e audiências em contatos virtuais, os quais são satisfatórios ao momento.

De toda sorte, não se poderá fugir da legalidade para a violência, nem trocar a ordem pela anarquia.

Fonte: Redação

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