A necessária reforma da polícia

A sociedade brasileira ainda busca uma saída eficiente para a retomada do crescimento econômico e a superação da terrível crise sanitária gerada pela pandemia da Covid-19, discutindo suas contradições políticas para aumentar os fluxos de investimentos no financiamento do desenvolvimento sustentável em busca da integração do país. Observa-se que o único caminho viável é a rápida vacinação de toda a população e a consequente normalização das atividades comerciais e de serviços.

Nesse contexto, eventos dramáticos surgem a toda hora, como a recente perseguição implacável a um criminoso, mobilizando enorme efetivo policial durante 20 dias ininterruptos em verdadeiro reality show, para delírio midiático de inexperientes gestores da Segurança Pública que, provavelmente, pela primeira vez em suas carreiras de “juristas-policiais” estiveram no “campo de batalha” a comandar centenas de policiais no honroso cumprimento de uma importante missão, servindo de massa de manobra para consolidar a carreira política desses “aventureiros” que não representam as bases das corporações policiais. A carreira policial segue sem liderança institucional, sendo diametralmente oposta à carreira jurídica. 

Atos criminosos com requintes de crueldade, independentemente de serem perpetrados por psicopatas ou não, merecem uma reprimenda imediata e severa, com o uso legítimo e progressivo da força estatal que, em casos extremos de confrontos com as forças policiais e resistência à prisão, ocasionarão a morte do delinquente. Mas isso não pode ser a primeira atitude e única opção. A letalidade deve ser a ultima ratio, e não a bestial e imediata vingança da sociedade, por intermédio da polícia. É necessário o constante treinamento das corporações policiais e um patrulhamento urbano e rural intenso e periódico, para que se minimizem as surpresas da ação criminosa com o rápido poder de reação impactante. 

A segurança pública é um dos alicerces da democracia, juntamente com a saúde e a educação, tendo sido fragilizada e desprestigiada por receber poucos recursos que são utilizados equivocadamente em projetos ultrapassados e distantes da ciência policial, sob os auspícios de um sistema arcaico que não consegue reduzir e controlar efetivamente a criminalidade que a todo momento é facilmente testada por diversos tipos de “Lázaros” que não possuem preparação militar, nem altos estudos de comandos e forças especiais, mas ainda assim realizam verdadeiro “show” de evasão e fuga nesse caótico sistema policial e judiciário. 

Será possível iniciar um novo tempo de pacificação da sociedade brasileira, trazendo eficiência, celeridade e competência para a atividade policial, instituindo-se uma nova política de segurança pública no Brasil. Mas, para o início desse novo modelo de atividade policial, é necessária a sensibilização dos parlamentares para que superem os obstáculos políticos e conflitos internos das corporações policiais e coloquem em discussão pública esse tema para que seja edificada uma proposta democrática e eficiente de atividade policial e de persecução criminal em busca da redução e controle da criminalidade, inclusive com a proposta de um novo Código de Processo Penal e a necessária reforma constitucional, isentos de corporativismo egocêntricos e centralização de poder policial.

Foto/Destaque: Divulgação

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