Quem me conhece sabe que sou uma pessoa muito emotiva e de afetos. E por isso, confesso, que o que mais senti falta durante este tempo de isolamento social, foi dos abraços. Aqueles abraços que ficaram por dar a quem eu gosto, o abraço que consegui dar apenas por telefone nas vésperas de perder um amigo, o abraço que aliviaria alguém da ansiedade e do medo deste vírus, o abraço que poderia ajudar a fortalecer a autoestima de alguém que viu de repetente a sua vida esvaziar-se, o abraço de conforto a alguém que perdeu um ente querido, abraços e mais abraços.

Há muita beleza e verdade na maneira como o poeta gaúcho Mário Quintana fala da importância e do valor do abraço: “Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… Uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo cercado de braço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando… Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. E saem as duas partes, iguais meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso… Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!”

Estudos apontam que o abraço eleva os níveis de serotonina, o bom humor e gera felicidade. Ou seja, a suave pressão realizada durante o ato de carinho eleva a carga emocional e fortalece o sistema imunológico. Aumenta, instantaneamente, os níveis de oxitocina, que curam sentimentos de solidão, isolamento e raiva. Parafraseando Dorival Caymmi podemos dizer que quem não gosta de um abraço bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé.

O abraço é símbolo de confiança, entrega e liberdade. Também é um gesto de gratidão. Como eu gostaria de ter dado um abraço naqueles profissionais de saúde que assistiram a tanto sofrimento e que nunca desistiram de ninguém. Em nome de todos estes profissionais, deixo aqui registrado o meu abraço especial para a Enfermeira Idehize Oliveira Furtado, pelo trabalho desempenhando no combate ao coronavírus.

Os abraços existem para expressarmos o que as palavras não conseguem. Os abraços existem para passarmos energias e vibrações positivas aos que amamos. Os abraços existem para mantermos à vida sempre agradável. O abraço é como que uma casinha acolhedora. Seguramente, como cantou Jota Quest: “O melhor lugar do mundo É dentro de um abraço Pro mais velho ou pro mais novo Pra alguém apaixonado Alguém medroso O melhor lugar do mundo É dentro de um abraço Pro solitário ou pro carente Dentro de um abraço é sempre quente”.

Pelo menos para mim, o abraço é um dos costumes mais atraentes e importantes para dar sabor à vida. O abraço cura. O abraço acolhe. O abraço alegra. O abraço torna à vida menos dolorida. O abraço desperta os melhores sentimentos. Por tudo isso, receba o meu abraço! Um abraço de afeto. De carinho. De respeito. De amor. De paz e de esperança. Um abraço de luz!!!

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