Não restam dúvidas, a pandemia do COVID-19 é o grande desafio em calamidade de saúde publica mundial nesse século XXI. Em termos de prognósticos econômicos ainda seja cedo para se objetivar impactos e resultados, à medida que o surto pandêmico ainda não chegou em todas as regiões continentais e ascende em países que estão no âmago da concentração da economia mundial.

Como discutem os economistas do Clube de Economia da Amazônia (CEA) existe uma avalanche midiática ‘soprando’ notícias sobre a população, sem parar, sem limites, sendo que a grande maioria, inúteis! Contudo, pouco se estende ou entende-se do travamento econômico existente, seus impactos na estrutura dos sistemas econômicos em diversos países, fazendo com que as ações políticas de governos se tornem ineficazes, colocadas em prática dificultam o fluxo de bens e serviços e, principalmente, de acesso às pessoas.

Alguns economistas projetam que essa pandemia (COVID-19) global severa, mas temporária, poderá levar à perda média do PIB mundial da ordem de 6,7%, e com aproximadamente, com perda média de 8,4%, tanto para os Estados Unidos (EUA), quanto para o Bloco do EURO. Para o pessoal do CEA, por um lado, argumentam que segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o crescimento econômico global pode cair pela metade em 2020, e destacam que alguns efeitos podem ser mais persistentes, principalmente, devido às interrupções das atividades econômicas que empresas, indivíduos e os governos estão experimentando, implicarão riscos para as estruturas das economias globalizadas e para a retomada da integração mundial, que talvez não se consiga em curto prazo.

Os pesquisadores sustentam que as cadeias globais de suprimentos e seus fluxos podem ser abruptamente quebradas, em vista dos efeitos do COVID-19, com variáveis fora da área econômica, mas de saúde publica!  Assim, as estruturas da economia global vem hoje sendo fortemente afetadas por um evento raro e de fortíssimo impacto, identificado por balck swan, provocando um lockdown nas cadeias globais de valor, já causando retração na demanda de bens e serviços, em virtude das políticas de isolamento social.

A devastação desse Covid-19, tem provocado choques econômicos com ritmo e intensidade acima dos observados na crise financeira de 2008, (queda nas taxas de juros, elevação da taxa cambial, deflação em diversos setores produtivos) sendo que neste caso (crise 2008), os mercados de ações caíram 50% ou mais, os mercados de crédito congelaram, as falências em massa seguiram-se, e as taxas de desemprego subiram acima de 10%, o PIB se contraiu a uma taxa anualizada de 10% ou mais, porém tudo isso levou cerca de três anos para acontecer, o que nesta crise (COVID-19), os resultados macroeconômicos e financeiros igualmente terríveis se materializam-se em menos três meses. 

Nesse momento, quando todos países do mundo lutam contra essa pandemia de saúde publica, aqui no Brasil as forças contrárias e midiáticas lutam para derrubar um presidente eleito democraticamente, tudo fora do contexto.

Por outro lado, como discutem os economistas do CEA, analisar economicamente, em ser a favor do mercado ou do Estado, como instrumentos reguladores alternativos, não é suficiente, pois o que funciona não são opções nacionais ou globais, mas articulações diferenciadas segundo as atividades setoriais em cada estrutura econômica, assim como, o preço que pagamos por um bem ou serviço, ao avançarmos para uma sociedade mais complexa, e que nesses casos, as simplificações ideológicas se tornam inoperantes.

As incerteza que cercam os prognósticos econômicos, que além disso ainda se tem que preocupar-se com a tecnologia, a globalização e a governabilidade nacional, e mais as prováveis mudanças nos eixos mais significativos em termos de impactos estruturais econômicos e sociais sobre como a humanidade se governará pós COVID-19, contam com o agravamento das polarizações econômicas, a reestruturação demográfica, as novas dinâmicas do trabalho, e o deslocamento das estruturas tradicionais do poder.

Vivíamos em um mundo em constantes transformações, e essas transformações tecnológicas inovativas avançaram muito mais rapidamente do que a capacidade social de adaptação econômica, social e cultural das sociedades, e sobremodo de organizações como grau civilizatório.

De alguma maneira, alertam economistas do CEA, quando instituições privadas ou de governos, manejam produtos químicos de impacto planetário, clonagem de seres vivos, capacidades ilimitadas de pesca e desmatamento exploratórios ou armas bacteriológicas ou virológicas que podem ser manipuladas em quaisquer desses laboratórios, transformou a Terra numa gigantesca bomba a ser detonada por os mais aptos, torna-se um ato autodestrutivo quase insustentável.

Por isso que os prognósticos econômicos são imprecisos, segundo os pesquisadores do CEA, os quais sustentam que, nessa crise COVD-19, onde o travamento da economia dispõe, com certa clavidência,  que o Estado exerce um papel crucial na estabilização das economias de mercado e na preservação dos níveis de bem-estar da sociedade, não só por meio das políticas macroeconômicas, fiscal, monetária, cambial e de rendas, como também na regulação, principalmente dos mercados financeiros, e ao contribuir, com essas políticas, para a formação de expectativas empresariais favoráveis a longo prazo.

*Nilson Pimentel é Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]

Fonte: Nilson Pimentel

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