3 de dezembro de 2021

Está difícil para o mundo todo. É o que se ouve a todo instante e se lê nos noticiários do mundo. Os economistas e pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia – CEA pontuam que as consequências econômicas da pandemia da Covid-19 grassa no mundo todo, aumentos de preços de bens de consumo imediato (alimentos em geral, combustíveis e, até em bens manufaturados industriais – bens intermediários – por escassez de oferta), a chegada de possível crise energética e aumento do preço da energia elétrica, por outro lado, chegando a faltar de mão de obra em diversos setores da economia em alguns países (Inglaterra – açougueiros, caminhoneiros, etc). Com a aproximação do inverno no hemisfério norte, os preços subirão muito mais, principalmente gás, demais combustíveis e alimento em geral, na China que teve que descartar grande volume de suínos, por causa da febre suína, está importando mais carne vermelha do Brasil e, na Inglaterra que está descartando suínos por falta de mão de obra em abatedouros, também terá de importar mais carne vermelha, provavelmente do Brasil, com tudo isso, faz com que a carne vermelha no Brasil aumente seus preços.

Na economia global está havendo aumentos generalizados, como em alugueis, preços de imóveis, e de bens de consumo duráveis, levando as sociedades a apuros materiais e espirituais, a queda e ausência de renda, a pobreza e a fome tem levado parcelas da população à miséria. No Brasil, afirmado por Instituições Sociais, cerca de 21 milhões de pessoas passam fome e o desemprego não arrefece, chegando a 14,2%. Com um cenário nada promissor, não será fácil uma sociedade reconquistar o progresso, o crescimento e o desenvolvimento econômico, em curto e médio prazos, notadamente, quando os todos os fatores, internos e externos, apresentam cenários econômico e social desfavoráveis, como ocorre nessa fase da pandemia do COVID-19. Quando o cenário econômico desfavorável é prevalente, o desemprego, a pobreza e a fome grassam no tecido social, quebrando as esperanças e as expectativas sociais, quando os mercados relutam sem equilíbrio, com aumento de desconfiança de investidores (desinvestimento e desindustrialização) e de consumidores, se tem a sensação de fracasso total.

Atualmente, o agente Governo não vê como será revertido esse imenso desemprego de 14,2%, e mais os desalentados e, mais os desempregados de atividades informais que precisam trabalhar para levar comida para a família em casa todos os dias, mesmo com maior movimentação nessa atual fase da pandemia. Os auxílios emergenciais de governos federal, estadual e municipal veem na hora mais precisa, mas não são suficientes e não conseguem reverter as precárias condições em que vivem parcelas dos mais carentes da população. A Economia brasileira precisa de instrumentos de Política Econômica (PE) para tentar viabilizar saídas dessa crise.  O Brasil, no que se refere à Economia, parece viver num universo paralelo, quando o mundo inteiro está discutindo a manutenção das taxas de juros, controle da inflação, programa de estímulos ao empresariado de Micro e Pequena Empresas (MPEs), mecanismos para criar empregos e renda para a população, o país parece remar ao contrário, abandonando a política de estímulo econômico. O Aumento da inflação, aumento juros de mercado, aumento da taxa SELIC, aumento taxa cambial, aumento de preço da energia elétrica, maior criminalização de depoentes na CPI DA COVID-19, como o Brasil está sendo visto, atualmente, Ministro da Economia e Presidente do Banco Central, envolvidos com empresas “offshore” que pode refletir no Sistema Econômico.

O crédito de modo geral, vem mostrando certa estabilidade, mas o mercado está observando os efeitos do aumento do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras, e as exportações vem aumentando, em virtude do aumento dos preços, volumes exportados e aumento da taxa cambial. Ainda não se pode vê luz no fim do túnel econômico, o que afasta os investimentos de empresas, fundamentais para uma retomada sustentável da economia.

Para alguns Economistas, o Brasil só poderá sair dessa crise distribuindo riqueza (mais empregos, mais investimentos públicos, mais pacotes de apoio às atividades empresariais com ampliação de crédito bancário, etc e, aumento do auxílio emergencial aos mais carentes), e com o Governo redirecionando o crescimento econômico, com as reformas necessárias, como a tributária. Então, para o ano de eleição – 2022 -, se prevê o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto na ordem de 2%, mesmo com inflação chegando a 10%, reduzindo o poder de compra da população, como aumentos generalizados, principalmente, de alimentos e aumento do endividamento das famílias. Por outro lado, o crescimento do setor de Serviços na economia, e o crescimento do agronegócio que demanda máquinas e mais insumos, trás certo alento de crescimento para o próximo ano. 

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