A crise afeta todos os poderes da República

O Brasil vive uma crise entre os poderes. É o executivo digladiando-se com o Legislativo, o Judiciário. E vice-versa, comprometendo a seriedade, a credibilidade das instituições brasileiras junto à comunidade internacional. E também dos brasileiros.

Nada de tomar partido de esquerda, direita, centro-direita. O que está em foco é a isenção, a narração dos fatos. A grande realidade é que o mundo assiste, impávido, os acontecimentos envolvendo as três esferas de poder.

As divergências acontecem em plena pandemia, exigindo uma união de esforços para o enfrentamento à maior crise sanitária já vivida pelo País e que matou mais de 450 mil pessoas no País. Nada é mais prioritário do que a vida da população. 

Milhares de famílias perderam seus entes queridos. Estão enlutadas, corroídas pela dor, a desesperança. E o que veem é um país assolado, mergulhado em intrigas, em rusgas de toda ordem, com uns e outros se revezando em apontar culpados pelas mortes de tantos vitimados nessa tragédia social, humanitária.

É preocupante quando a maior autoridade brasileira ignora o uso de máscara em público como prevenção à Covid-19. É como ser indiferente e tripudiar os sentimentos das pessoas que tiveram seus familiares ceifados pela doença.

O atual cenário é hilário, para não dizer trágico, tragicômico. É ministro do Supremo Tribunal Federal suspeito de envolvimento em corrupção. E outros também do governo federal. E ainda senadores na CPI da Pandemia arrotando moralidade, ética, quando suas condutas, ações, já foram alvos de investigações da Polícia Federal. 

Para não falar de governadores, prefeitos, deputados, que sequer se esmeram, empenham-se, em cumprir as promessas a quem lhes confiou o voto.

Quem, hoje, pode apontar o dedo em riste, lançar severas acusações se em sua retaguarda arrasta um enorme ‘rabo de palha’, um passado tão comprometedor? Podemos contar nos dedos os representantes que, realmente, trabalham para um Brasil melhor, mais justo, mais igual, social e economicamente. Existem, sim, os que têm dignidade, apesar de tudo. Mas são poucas as pessoas sérias.

E ver nas ruas personalidades que ocupam os mais altos escalões do poder ignorar as medidas preventivas para o combate à pandemia é também desacreditar as esperanças de uma população que não aguenta mais tanta miséria, tanta pobreza, o alto desemprego, e o dinheiro público escorrendo pelo ralo, sem que sejam atendidas suas necessidades básicas.

Vivemos uma crise institucional entre os poderes, indubitavelmente. O momento é para mais reflexão. As novas eleições estão próximas. Se quisermos, podemos mudar isso com um voto consciente, que representa a a melhor arma  para termos um país melhor! 

Foto/Destaque: Divulgação

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