A consciência das consequências é a essência da responsabilidade…

Certa feita, Ana Chantre, ao tentar estacionar seu carro na rua, cometeu um deslize ao volante e acabou amassando a lataria do carro à frente. A rua vazia, ninguém à vista, o horário adiantado colaboravam para que a ação não tivesse testemunhas. Ana Chantre, contudo, sem titubear, escreveu breve bilhete, pedindo desculpas pelo acontecido, colocou seu nome e telefone para contato a fim de que pudesse acertar o conserto e deixou preso ao para-brisa do veículo com o qual colidira, embora de forma leve.

Nada externo a obrigou a assim proceder. Apenas o sentimento do dever, inscrito em sua consciência de militante da filial do Racionalismo Cristão de Providence. Isso acontece conosco. Na medida em que amadurecemos, à proporção que entendemos melhor nossa relação perante a vida e o próximo, as atitudes corretas deixam de ser imposições. Simplesmente as realizamos. Quando entendemos que os princípios racionalistas cristãos são pautados na justiça e respeito, passamos a exercitar tais valores em nosso dia a dia. Então, não temos necessidade da legislação que coage e obriga. Não teremos nossas ações pautadas pelo olhar vigilante de qualquer autoridade, ou porque as pessoas farão esse ou aquele comentário.

Nossas ações não serão traçadas pela vantagem que podemos ter, ou por ser a maneira mais conveniente naquele momento. Tudo que fizermos terá por simples base a consciência e o dever. Esse é o exercício que nos cabe: o esforço de bem agir, de maneira consciente e devida. E, se em algum momento, tivermos dúvida da maneira correta de proceder, basta nos perguntemos como gostaríamos que outro agisse para conosco. A resposta a essa pergunta nos dará o norte e a referência absolutamente correta. Dessa forma, nesse exercício constante de análise e reflexão, iremos, aos poucos, construindo esse sentimento de dever, de justiça e responsabilidade em relação ao próximo. A partir de então, a legislação mais justa e o juiz mais severo estarão dentro de nossa intimidade, convidando-nos sempre ao bem proceder.

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