A cada 15,5 segundos, uma tentativa de fraude

No primeiro semestre deste ano, ocorreram 1.007.606 tentativas de fraude contra o consumidor no Brasil. A cada 15,5 segundos um consumidor brasileiro é vítima da tentativa de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou fazer um negócio sob falsidade ideológica. Os dados fazem parte do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes.
No primeiro semestre de 2012, houve 989.678 tentativas de fraudes e em igual período no ano anterior, 963.631.
O Indicador Serasa Experian mostra também que o setor telefonia teve 400.913 tentativas de fraude contra o consumidor entre janeiro e junho de 2013, o que representou 40% do total. O setor de serviços, que compreende seguradoras, construtoras, imobiliárias e serviços em geral – pacotes turísticos, salões de beleza etc. –, vem em segundo lugar, com 320.711 tentativas de golpe, 32% do total ocorrido no período. Em terceiro lugar no ranking vem o segmento de bancos e financeiras, com 191.567 tentativas de fraude, com 19% de participação. O varejo vem em quarto lugar de janeiro a junho de 2013, com 78.428 tentativas de fraude, 8% do total. Em última colocação estão os demais serviços, que totalizaram 15.987, 2% do total do período.
Em igual período de 2012, o setor de serviços liderava o ranking com 37% do total de tentativas de fraude, seguido de telefonia (30%), bancos e financeiras (19%), varejo (11%) e demais setores (2%).
É comum as pessoas fornecerem seus dados pessoais em cadastros na internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites. Os golpistas costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência, e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas. Normalmente eles usam os cartões e cheques para dar golpes (ver as principais tentativas).
Pesquisas da Serasa Experian apontam que estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude.

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