6 de dezembro de 2021

Junho para mim traz consigo uma atmosfera de infância; de brincadeiras; fogos; estalinhos; de comidas deliciosas; de canções marcantes; de festejos mais do que especiais, me remete a um Brasil ligado às suas raízes, à sua história, ao seu folclore. As festividades dessa época do ano foram trazidas ao nosso país com o nome de “Festa Joanina”, em referência a São João Batista, mas, ao longo dos anos, teve o nome alterado para “Festa Junina”, em referência ao mês no qual ocorre. Reporta-se também aos três santos que aniversariam em junho, quais sejam: Santo Antônio (13), São João Batista (24) e São Pedro (28). É nesse espírito que trago hoje algumas palavras que têm a cara desse mês.

SANTO ANTÔNIO X SÃO JOÃO X SÃO PEDRO

O termo “São” é uma forma contraída de “Santo”. Mas o que determina a escolha de “São” ou “Santo” é uma regra de adaptação morfofonêmica, isto é, relacionada à produção sonora, à pronúncia da sequência de sons contidas nesses termos. O padrão, na língua portuguesa, é o de usar “São” antes dos nomes que se iniciam por uma consoante, e “Santo” antes de nomes começados por vogal ou por H, já que essa consoante é muda no início de palavras. Ex: São Judas Tadeu; Santo  Amaro; Santo Hilário. Notem as duas formas equivocadas a seguir: São Anastácio  (errada). Santo Jerônimo (errada). Os fonemas, os sons não se mostram agradáveis, daí a regra.

ANARRIÊ X  ALAVANTU

A pessoa que conduz as quadrilhas é chamada de “marcador de quadrilhas”. Antigamente, além de outras palavras ela coordenava a dança usando os vocábulos franceses “en arrière” e “en avant tous”. Com o passar do tempo, foram aportuguesados para “anarriê” e “anavantu”. Mas, afinal, o que querem dizer? Ambas as palavras são pronunciadas durante a quadrilha. “Anarriê” significa “voltem para os seus lugares”. Em compensação, “anavantu” é usada quando os casais se aproximam e se cumprimentam.

ALUÁ X QUENTÃO

O Brasil e suas dimensões continentais mostram que na época das festividades juninas praticamente uma parte do país está no verão e a outra, no inverno. Estações opostas pedem bebidas diferentes. Vejamos. O Aluá é uma bebida fermentada; não alcoólica; de origem indígena; preparada com abacaxi ou milho; que pode ser adoçada com rapadura ou açúcar mascavo; serve-se gelada e é ideal para aliviar o calorão de junho nas paragens do norte e nordeste do Brasil. Já o Quentão acredita-se ter origem no interior de Minas Gerais e de São Paulo com o objetivo de esquentar o corpo nos meses frios de inverno. A mistura era originalmente preparada com pinga, gengibre e especiarias. Fica a dica.

Foto/Destaque: Divulgação

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