A Assembleia em seu momento mais crítico

O deputado Josué Neto assumiu o posto de presidente da Assembleia Legislativa sob forte expectativa. Ele fora escolhido numa articulação aberta realizada pelo governador Omar Aziz, para acabar com a briga entre dois outros correligionários, Ricardo Nicolau e Marco Antonio Chico Preto, que tentavam ocupar o cargo em um disputa ferrenha.
Os primeiros movimentos do jovem parlamentar foram exemplares. Habilidoso, ele foi curando as feridas, azeitando a máquina e fazendo o plenário funcionar a todo vapor, votando matérias que esperavam há meses, até anos, nas gavetas.
Contrariando as expectativas de quem o considerava ainda imaturo para a função, Josué passou a madrugar no batente, abriu a Casa à sociedade e pacificou os ânimos internamente.
A denúncia do Ministério Público sobre o superfaturamento de obras na gestão do antecessor, Ricardo Nicolau, impôs a Neto o seu maior desafio. E ele reagiu mal.
O presidente ficou encalacrado entre a opinião pública, ávida pelo afastamento imediato dos envolvidos, e seus compromissos internos. Se decidisse agir, teria que fazer uma mudança radical na diretoria da Casa, demitindo dois funcionários que mais parecem deputados, tal o tempo em que estão nos cargos: o diretor geral Wander Motta e o procurador Vander Góes.
Josué claudicou, empalideceu e agora vê sua gestão questionada e mal avaliada pela sociedade. Pode colocar a perder um trabalho que se prenunciava brilhante e poderia credenciá-lo a voos mais altos.
Não se pode mais admitir que os deputados empurrem com a barriga uma situação que beira o absurdo. Não se pode aceitar que Ricardo Nicolau, acossado por denúncias seriíssimas de desvio do dinheiro público, continue exercendo o cargo de ouvidor e corregedor da Casa.
Por causa de atitude semelhante, a Câmara Federal por muito pouco não sucumbe. Afinal, para quem não se lembra ou não sabe, Natan Donadon, o deputado-presidiário, foi condenado por ter desviado mais de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia, quando era seu presidente.
A Assembleia do Amazonas precisa decidir o que quer: sucumbir ou ressurgir.

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