A arte de imortalizar imagens

Imortalizar um milésimo de segundo de vida em uma fotografia é coisa que se faz há quase 200 anos. Dar movimento às imagens tem pouco mais de 120 anos. Desde então, essas duas atividades, fotografar e filmar, só tem evoluído. E o segmento de eventos é onde elas são mais solicitadas.

Ageu Felipe começou fotografando em Fonte Boa, cidade onde nasceu. “Fotografava principalmente aniversários e casamentos e as apresentações dos bumbás Tira Prosa e Corajoso. Em 1998 vim para Manaus e aqui quis continuar com o trabalho que realizava em Fonte Boa. Foi quando percebi que precisamos acompanhar a evolução dos tempos, ou ficamos para trás”, lembrou. “Até então eu usava uma máquina com filme e, em Manaus, todos já estavam com as digitais. Fiquei perdido. Consegui ganhar algum dinheiro com uma Polaroid, mas com essa também não deu pra ir muito longe”, disse.
Sem dinheiro para investir em equipamentos, Ageu praticamente parou de trabalhar como fotógrafo e conseguiu empregos no Polo Industrial de Manaus. “Trabalhei na Bic, na Bertolini, na Honda, enquanto continuava fotografando alguns eventos que apareciam e eu conseguia fazer com meu equipamento ultrapassado, mas à medida que o dinheiro foi entrando, comecei a investir em equipamentos melhores”, falou.

“Na Honda trabalhei por sete anos, entre 2008 e 2015, e ainda fazia trabalhos extras de fotografia e filmagem, dos eventos da empresa. Nessa época passei a ter tanto máquina fotográfica quanto filmadora de qualidade, e me aperfeiçoei profissionalmente, também. Fiz reciclagem em máquina digital e um curso de edição de imagens. Quando, em 2015, com a crise econômica, a Honda demitiu milhares de funcionários, eu fui um deles, mas aproveitei o dinheiro da rescisão para investir em equipamentos e resolvi que seria meu próprio patrão”, contou.

Desde então Ageu passou a se dedicar exclusivamente a fotografar e filmar eventos, todo e qualquer tipo de evento. “Não existe esse ou aquele que eu goste de fazer mais. Todos eu faço com satisfação”, garantiu.

Sempre em crescimento

Assim como quando começou com equipamentos ultrapassados, Ageu ainda não se utiliza das redes sociais para divulgar seus trabalhos, preferindo a velha e boa divulgação ‘boca a boca’. “Por incrível que pareça é como funciona minha propaganda. Uma pessoa indica pra outra, me ligam, eu vou lá, levo o contrato e faço o serviço”, explicou. Seu filho Adiel, 16 anos, é quem está assumindo esse papel. “Ele começou a trabalhar comigo ano passado, fotografando e filmando. Ensinei pra ele e agora tem sido meu assistente nos eventos que cubro. Como não tenho muito tempo, nem muita paciência pra mexer nas redes sociais, ele também está fazendo isso”, completou.

Desde o início das filmagens de eventos, na década de 1980, com as câmeras VHS, até os dias de hoje, as coisas evoluíram bastante, mas os smartphones ainda não conseguiram substituir as máquinas de fotografar e as filmadoras. “Somos profissionais, então temos que usar equipamentos profissionais. Fotografar e filmar com smartphone seria o mesmo que usar, mal comparando, uma Love, pra fotografar, e uma Super 8 pra filmar. Na época o resultado era bom, mas hoje, quando você vê uma foto e uma filmagem feita com aquelas máquinas, acha graça”, ensinou.

Sobre a evolução do trabalho de fotografar e filmar eventos, Ageu disse que o segmento sempre está em crescimento. “Tem vezes que os pedidos rareiam, outras vezes, como no final de ano, chegam até demais. Para não perder o cliente, chamo outros profissionais para cobrir os eventos que não vou dar conta”, falou. E não são poucos: 15 anos, batizados, bodas, casamentos, formaturas, festas infantis, palestras, books, álbuns, revistas, banners, e agora modelos. “Os casamentos são os que dão mais trabalho. Temos que ter muita cautela para que tudo dê certo desde o começo. Faço as fotos e as filmagens a partir do making off, quando a noiva ainda está no salão de beleza. E elas ficam querendo ver as fotos a todo instante, para saber se estão ficando bonitas. Tem que ter muita paciência”, afirmou.

Muita dedicação

“Os que mais me emocionam são os de 15 anos, principalmente quando toca aquela música ‘Filha’, do Rick e Renner, e eu faço a seleção de todas as fotos da adolescente, desde que ela nasceu. Já as fotos de batismo eu acho lindas, os pais ali do lado, emocionados”, lembrou.

Nesses anos de trabalho, Ageu acumula histórias engraçadas. “Não. Nunca caí enquanto fotografava ou filmava, andando para trás, mas uma vez fui fotografar um casamento e a noiva tinha sido minha namorada uns dez anos antes. Fingi que não a conhecia, e ela também fez o mesmo. Outra vez houve um atraso no salão de beleza e a noiva demorou a sair enquanto o noivo não parava de ligar, agoniado. Quando ela entrou na igreja, todos respiraram aliviados”, riu. “Tenho arquivados eventos desde 2011. De vez em quando acontece de algum cliente perder o material e me pedir cópias. Também hoje passamos slides durante os eventos, principalmente 15 anos, mostrando o crescimento da adolescente. E, apesar de dar o material para o cliente no pen drive, ainda uso o CD, porque ele é confiável. Não é atacado por vírus como o pen drive. Segredo para entrar nessa profissão? Dedicação, muita dedicação, porque você lida com muitas pessoas ao mesmo tempo e cada evento tem uma dinâmica do outro, e você precisa dominá-las”, ensinou.

O QUE?
Ageu Felipe Produções

ONDE?
Rua São Francisco, 1/B – Lírio do Vale I

INFORMAÇÕES?
9 9479-5246 e 9 8231-9805

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