18 de maio de 2021

Atualmente, em nossa época, decididamente narcisista, fala-se muito de amor. Mas de um amor pessoal, egoísta. Não do amor doação, do amor total, do amor verdadeiro, do amor ágape. Daquele amor capaz de se doar pelo outro, como fazem as mães, e como fez o Divino Mestre: “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados” (1 Pedro 2:24). 

Talvez o amor em sua forma plena, igual ao ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo na Crucificação, seja uma das questões mais difíceis de se colocar em prática, hoje em dia, por qualquer cristão. Pelo relato bíblico da Paixão de Cristo, não resta dúvida, o amor verdadeiro cobra um alto preço. E quem está disposto a pagá-lo?

Amar verdadeiramente é respeitar o outro em sua singularidade; é compreender o outro em suas necessidades, sejam elas materiais, emocionais, econômicas, sociais ou espirituais. 

Os meus amigos próximos dizem que eu sou uma pessoa sonhadora de mais. Será que por uma pessoa acreditar na justiça, no amor, no respeito mútuo, na solidariedade, pode ser chamada de utópica? Para ser sincero, sinto falta desse tipo de amor, do amor clássico, do amor universal, do amor doação, do amor verdadeiro, sincero, profundo.

Do ponto de vista prático, também sinto falta do amor pelo vizinho, por uma causa, pelos animais, pelas plantas… Nesse sentido, vivemos um período de escassez de amor. Não estamos amando como deveríamos. Precisamos amar mais nossa cidade, nosso país, o planeta, o universo, o mundo; nossos pais, nossos irmãos  (as), nossos companheiros(as).  

Amar é uma arte. Só quem ama para além de si mesmo compreende o verdadeiro sentido da palavra amor. Nesse sentido, o que caracteriza verdadeiramente o amor é a doação. Quem ama doa-se, não pensa só em si, quer ver sempre a felicidade do outro. O amor doação é tão belo que até mesmo à rotina, prática comum na convivência familiar, torna-se fonte de alegria.

O filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, no seu livro “Amor para Corajosos” (2017), escreve: “O que torna uma rotina insuportável não é ela em si, mas se nela se repetir a exclusão de quem a vive. Se a rotina não corresponder, na sua maior parte, ao desejo de quem a experimenta, ela será a morte do amor”. Dessa forma, não temos como negar, o caminho da felicidade humana é o amor. Somente quem ama verdadeiramente é feliz. 

E você, ama? Quem ou o que você está amando? Você tem um amor? Ou vários amores? É possível amar várias pessoas ao mesmo tempo? O que é o amor para você? Você acha que vale a pena amar? Se você tem um amor, como você está cuidando desse amor? Quais são os benefícios do amor? Quer saber a resposta para essas perguntas? No próximo artigo da série: “A arte de amar – Parte 2”, você terá as respostas!

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