Há alguns dias, penso ter lido em algum noticiário escrito que esta frase foi pronunciada por uma autoridade de um país latino da Europa. Antes que me crucifiquem, vamos esclarecer que xenofobia é apenas aversão a pessoas e coisas estrangeiras. Como gosto de muitas coisas de algumas nações do planeta e tenho amigos nos dois hemisférios, não sou xenófobo. No entanto, tenho todo o direito de discordar de ideias estrangeiras, sim. Após eu ler a frase em questão, refleti muito e voltei aos maravilhosos anos 70 da minha vida. No início daquela década, o nosso governo divulgou a campanha sobre a nossa Amazônia: Integrar para não Entregar! Naquele tempo, como atualmente também, muita gente julgava que era paranoia do governo essa coisa de invadirem militarmente ou tomarem a Amazônia do Brasil, de outro modo.

Bem, passados mais de 50 anos, essa frase define que o nosso governo tinha razão. Claro que muito mais imbecilidade criminosa foi dita e escrita por alguns estrangeiros contra a nossa forma de cuidar da nossa floresta da região Norte. Para se ter uma ideia, em determinada ocasião, eu estava em visita diplomática, em um país amigo, de língua não latina, e quando os anfitriões souberam que eu era morador de Manaus, capital do Amazonas, no coração da Amazônia, me tornaram o centro das atenções. Me fizeram milhões de perguntas e, a maioria, de fundo estratégico. Por exemplo, me perguntaram sobre as reservas de minérios ainda inexploradas. Respondi a todas as perguntas, com dados disponíveis a qualquer um, por intermédio do Google. Em outras viagens, confirmei que existem muitos países que ensinam nas escolas o que é e como deveria ser a condução e cuidados com a Amazônia e onde reside a riqueza da região. Interessante é que a Amazônia interessa ao mundo desde o seu descobrimento.

O que levou a não interferência maior foram as duas Guerras Mundiais e a Guerra Fria. O pior, que incomoda brasileiros como eu, patriotas, são as atitudes estrangeiras oriundas de países que não possuem uma reserva natural ou que nunca tiveram a consciência de cuidar do próprio patrimônio. E tentam nos ensinar a cuidar do que é nosso. Eu iria consumir toneladas de terabytes digitando tudo o que foi pensado e dito sobre a nossa Amazônia por outros países ao longo do século XX e XXI. Mas, a nossa riqueza, na visão dos outros países, são as madeiras de lei, caríssimas em solo europeu, a enorme quantidade de água doce que possuímos, as monstruosas reservas minerais estratégicas e a flora, origem de inúmeros remédios e cosméticos mundiais.

Os países nunca se referem às pessoas da Amazônia como riqueza, ao menos com importância política mundial. E a partir do final dos anos 80, com o advento da maior difusão de ideias ambientalistas, passamos a ser o foco dos problemas do planeta. Somos culpados pela confusão da camada de ozônio, alteração do clima, destruição da floresta, seca dos rios e outras mentiras criadas contra o nosso país. Os nossos cientistas se dividem com relação à nossa Amazônia, pois alguns defendem o que se faz e outros culpam os governos por não fazer. Infelizmente, mas infelizmente mesmo, o que se observa são conflitos de ideologia política entre os cientistas. Esse é o maior problema do Brasil. Isso tem solução? Talvez. No entanto, os governos sempre tiveram, pelo menos a maioria, ao longo dos últimos 70 anos, alguns cuidados com a Hileia. A Zona Franca de Manaus e a presença das Forças Armadas provam isso. Ocorre que, hoje, a máscara do cinismo mundial caiu. Agora se fala abertamente em nos tomar a região, compartilhar soberania etc. Daí essa asinina frase, título deste artigo, pronunciada por alguma autoridade estrangeira, mostra o estado de guerra em que vivemos. 

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