3 de dezembro de 2021

A Amazônia do Futuro aplaude a Amazônia+21

E quem vai bancar a antecipação desta utopia? Quem vai assinar a carta de crédito desse mutirão de empreendedorismo? Como transformar nossas instituições de ensino, qualificação técnica, científica e crítica na base que vai amparar o novo tempo de uma economia da sustentabilidade amazônica? 

Por Nelson Azevedo(*) 

Há um consenso, no debate sobre a implantação do Instituto Amazônia +21, em relação à exiguidade do tempo de que dispomos para sair da narrativa e alcançar as tratativas da implantação e soluções. Nós já conversamos o suficiente sobre este assunto, a partir de diversos pontos de vista. Entretanto, para quem é do ramo do empreendedorismo, não temos muito tempo a perder com debates que se esgotem por si. O Brasil não é o único país do mundo que detém a biodiversidade tropical e muitos países já aproveitaram de seus avanços tecnológicos para transformar potencialidades naturais tropicais em oportunidade de negócios de prosperidade. Quem já foi à Singapura sabe de que estou falando.

Desmatar bioma seria insano

Ora, se está provado que 40% das matérias-primas de todo parque fabril mundial é extraído da biodiversidade, como foi abordado nesta manhã deste 11 de outubro de 2021, o fato de nós termos 20% do banco de germoplasma do mundo, nos permite falar grosso e nos obriga arregaçar as mangas da mobilização. Fica, também, mais claro que não podemos desmatar essa biodiversidade nem queimar a dinâmica viçosa deste acervo bimolecular. Seria insano. Este bioma é a mais generosa e provedora galinha dos ovos de ouro que podemos imaginar.

Segurança alimentar

Aqui estão as respostas para os fitoterápicos da medicina natural, os alimentos funcionais de que a humanidade padece para assegurar sua segurança nutricional, os cosméticos da juventude perene entre outros benefícios que a Biologia, com absoluta certeza, pode propiciar. Temos insistido em priorizar o fator humano para sua qualificação no sentido amplo da preparação para os novos tempos. Não é exagero afirmar que esta prioridade pedagógica e educacional precisa iniciar na pré escola.

Último jardim do mundo?

As nossas crianças já devem nascer e dar seus primeiros passos conscientes de que são amazônidas e que estão trilhando as veredas de sua terra, de um futuro marcado para ser próspero e que se recusa a ser tratada como o último jardim do mundo, posto que é repositório da saúde ambiental planetária. Somos um mega almoxarifado natural da sustentabilidade econômica e das respostas, de todas as respostas que a humanidade precisa para se sentir hígida. Ou seja, saudável no sentido amplo da saúde integral, equilibrada e integrada as suas origens bióticas e naturais.

Cruzada educacional

E quem vai bancar a antecipação desta utopia? Quem vai assinar a carta de crédito desse mutirão de empreendedorismo? Como transformar nossas instituições de ensino, qualificação técnica, científica e crítica na base que vai amparar o novo tempo de uma economia da sustentabilidade amazônica? Essa é uma questão menor, o desafio inadiável é o de assumirmos, enquanto setor responsável pela geração de emprego, impostos e riqueza, o protagonismo que permite/exige o cumprimento dos mandamentos da Constituição que condiciona concessão de compensação fiscal para gerar riqueza destinada a redução de desigualdade regionais.

Paradoxo absurdo

Em outras palavras, temos que perguntar às autoridades públicas as razões pelas quais estados como o Amazonas está entre os cinco maiores arrecadadores de impostos para a União, a despeito de abrigar 20% dos 50 municípios mais pobres do país. Esta receita, originada da economia do Polo Industrial de Manaus, é o grid de largada do grande prêmio do desenvolvimento regional amazônico. Desfazendo este paradoxo absurdo, pois não interessa à nossa gente fazer benemerência com o estômago vazio, vamos aplaudir a Amazônia do Futuro, proposta de desenvolvimento da Amazônia Ocidental, formulada pela indústria da ZFM (Zona Franca de Manaus), brindando a instalação do Instituto Amazônia+21.

(*) Nelson é economista, empresário e presidente do Sindicato da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e de Materiais Elétricos de Manaus, Conselheiro do CIEAM e vice-presidente da FIEAM.
Foto/Destaque: Divulgação

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