A administração e a crise

A crise que acometeu a humanidade sob o aspecto financeiro com reflexos nas economias atingiu naturalmente nosso país. Essa especulação, contudo, está fundamentada na evolução histórica da economia brasileira que conheceu no século passado cerca de mais de meia dúzia de planos com vistas a debelar sua elevadíssima inflação. Continuamos acreditando e desejando que possamos enfrentá-la de uma maneira mais suave que o que manifestadamente está a ocorrer em outras nações.
Se por um lado, encontramo-nos em uma situação mais confortável, por outro lado há que se ter em mente que o brasileiro sobreviveu por décadas a um processo inflacionário do conhecimento de poucas economias no mundo todo. Posso testemunhar que em inúmeros encontros com representantes de outros países era questionado como podíamos sobreviver à situação de inflação, deflação, endividamento externo e interno, bem como ao desemprego que atingia nossa economia como um todo. O que causava maior espanto era a circunstância de o brasileiro sobreviver a tantas situações contraditórias. Isso levava aos estrangeiros a inevitável conclusão de que o brasileiro é extremamente adaptável e, principalmente, criativo.
Hoje, com o quadro que nos cerca, é natural, por outro lado, a expectativa de que os estrangeiros possam desejar alguma forma de ocupação em nosso país visto que nas demais nações o desemprego está em fase crescente. Havendo desemprego também aqui em nosso país, indubitavelmente é chegada a hora de proporcionarmos as eventuais e possíveis alternativas aos brasileiros, principalmente aos executivos brasileiros de larga experiência no manejo de crises econômico-financeiras.
Dentre as condicionantes que nos proporciona a condição de sobreviver à crise, que acometeu praticamente a todos, temos a especial circunstância de que dispomos de benefícios naturais muito especiais como espaço físico, petróleo, água, população consumidora e suficiente para o desenvolvimento do já expressivo mercado interno. Há que se considerar que poderá ainda o Brasil proceder a um profundo reestudo de suas alternativas já que possui excelentes centros universitários.
É à luz desse conjunto de colocações que acredito que, não obstante o delicado momento conjuntural, poderá o Brasil servir-se de uma administração experimentada para enfrentar a crise com o concurso de todo um conjunto de teorias econômicas, anticíclicas e passíveis de serem implementadas em situações adversas como a atual.
Além desse elenco de fatores positivos, é preciso lembrar que o Brasil, sob o ângulo energético, reúne também condições de alta viabilidade através de utilização de fontes energéticas representadas por biomassa, energia eólica, etanol, gás natural, biodiesel, carvão mineral, GLP, energia hidrelétrica, sem deixar de mencionar o próprio petróleo e a energia nuclear.
Outro aspecto digno de destaque se prende ao fato do Brasil exportar relativamente pouco de seu Produto Interno Bruto, o que no momento crítico atual torna-se paradoxalmente uma vantagem em relação a outras nações que dependem acentuadamente de mercado externo.
Além das circunstâncias detalhadas ao longo do texto, o fato de falarmos um único idioma também contribui para nossa luta contra a crise. Com o idioma único, contrariamente a outros espaços internacionais, bastante restritivos, onde são faladas dezenas de idiomas, o Brasil acaba por ter mais facilidade quanto ao intercâmbio comercial e quanto ao turismo. Não bastasse isso, o povo brasileiro é dono de uma criatividade incrível qualidade que desperta a atenção e a surpresa de outros países.
Finalmente é possível entrever que, em que pese a crise que atinge todas as nações, poderá o Brasil diante dos aspectos citados desenvolver um processo administrativo viável tanto no presente momento histórico como seguramente em uma perspectiva futura bem mais controlada.

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