8º Congresso Brasileiro de Agribusiness debate o futuro do agronegócio

Terminou na última terça-feira a 8ª edição do Congresso Brasileiro de Agribusiness, promovido pela Abag (Associação Brasileira de Agribusiness), concluindo as novas diretrizes para o 9º Congresso em 2010, em torno da necessidade de se criar políticas públicas. Nesta edição, a sustentabilidade e a crise mundial foram os temas que nortearam os debates, que aconteceram durante dois dias, no WTC em São Paulo (SP). O o presidente da associação, Carlo Lovatelli, disse que a sustentabilidade é um processo contínuo e não pode se basear apenas em ações pontuais e conhecidas.
“É preciso inovar e mudar velhos paradigmas. Sustentabilidade é diferente de responsabilidade social, mas a contém, assim como todas as práticas de manejo ambiental e governança corporativa. Sustentabilidade envolve diferentes práticas empresariais, mas sempre atreladas ao compromisso com o diálogo, a transparência e o processo de comunicação verdadeiro com os agentes envolvidos”, disse ele.
Durante o primeiro painel Lições da Crise e Visão do Brasil, o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, ressaltou que entre os anos de 2002 a 2007 o mundo viveu uma grande fase de euforia por conta do crescimento e gerou uma falsa ilusão de que era possível medir e evitar os riscos. Isso provocou uma euforia das famílias americanas que pararam de poupar, determinando a crise a que chegamos no ano passado.
Durante a mesa redonda, a senadora Katia Abreu disse que um novo modelo de financiamento de agronegócio deve surgir para que se evitem problemas como o que o país está atravessando. “Estamos tentando achar um modelo de Simples para o campo, o que os goianos chamam de ‘Pejotação’, ou seja, transformar o produtor em pessoa jurídica, para ter transparência e redução de carga tributária”, disse.
O presidente da CNI, Armando Monteiro, destacou no mesmo painel os problemas de infraestrutura do país. “São dois desafios: o Estado não tem capacidade de investir. O outro grande desafio é estimular o investimento privado”, afirmou. Mas ele ressaltou que para a entrada da iniciativa privada falta marcos regulatórios que deem segurança jurídica.

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