17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

8 de março, data de lutas e conquistas para as mulheres

O Dia Internacional da Mulher começou a ser comemorado em 1910 e foi oficializado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1977

O Dia Internacional da Mulher começou a ser comemorado em 1910 e foi oficializado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1977, convertendo-se no símbolo de uma longa história de reivindicações como o direito ao voto, a legalização do aborto e, ainda hoje em dia, a igualdade trabalhista. Como muitas outras datas históricas, este dia se constitui de várias referências, mas a verdadeira origem é difícil de determinar.
Diante das crescentes denúncias de discriminações trabalhista e eleitoral sofridas pelas mulheres nos países industrializados, a alemã Clara Zetkin propôs na Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, celebrada em Compenhague, em agosto de 1910, a criação de um Dia Internacional em homenagem às Mulheres.
Nas últimas décadas a situação das mulheres melhorou, mas muita coisa ainda precisa ser feita. De acordo com a ONU, o aumento das desigualdades entre os sexos, a realidade de 64% dos 867 milhões de analfabetos serem mulheres e da maioria dos menores de até 11 anos sem escolaridade no mundo serem do sexo feminino, preocupam os órgãos governamentais e não governamentais espalhados pelo mundo.
O Brasil em 2010 conseguiu eleger pela primeira vez uma presidente mulher, um grande feito para as pretensões da mulher brasileira. Ações sociais têm se constituído como uma das grandes alternativas para resgatar a dignidade e a autoestima de mulheres de baixa renda e pouca escolaridade.
É o caso do Instituto Consulado da Mulher, uma ação social da marca Cônsul que atua desde 2002 na assessoria de atividades empreendedoras para mulheres.
A diretora executiva do Instituto, Leda Bogër, informou que a instituição atua diretamente na capacitação das mulheres para que elas desenvolvam ou aprimorem atividades que possam vir a gerar renda. O processo segundo a diretora, compreende várias etapas, que envolvem desde a orientação vocacional nos momentos iniciais na concepção do negócio, até na comercialização, gestão financeira, ambiental e de marketing. “O Consulado da Mulher utiliza metodologias próprias, baseadas em conceitos da economia solidária e da educação em gênero. O processo ocorre de duas formas: Programa Mulher Empreendedora, nas cidades onde o Consulado possui unidades, e o Programa Usinas do Trabalho, que beneficia organizações de todo o Brasil que também trabalham com incentivo à geração de renda entre mulheres”, explicou.
De acordo com a dirigente, o Consulado da Mulher se encontra em 13 Estados brasileiros, e assessora 222 empreendimentos populares, beneficiando diretamente 1.399 mulheres e suas famílias. E desde a sua fundação em 2002, o projeto já beneficiou mais de 25 mil pessoas. “Em 2010 estes empreendimentos tiveram um faturamento de R$ 4,3 milhões. O resultado é 23,6% maior do que o investimento realizado no ano, de R$ 3,4 milhões. As mulheres beneficiadas pelos empreendimentos tiveram renda média de R$ 252,00 e 60% delas trabalham meio período”, festejou a diretora.
No Amazonas, o projeto beneficia 179 mulheres e suas famílias nas comunidades ribeirinhas e de bairros como Nossa Senhora de Fátima, Parque São Pedro e Zumbi. A instituição conta com parceiros como Sebrae e Senac, que contribuem para a capacitação técnica e organizacional de mulheres interessadas em atuar como empreendedoras.
Leda exaltou sua admiração pela mulher amazonense.“Tenho uma profunda admiração pela mulher guerreira que é a mulher amazonense, elas valorizam com muito brilho a cultura do povo brasileiro”, disse.
Para Rozilene Pereira, amazonense, 28 anos, o Consulado da Mulher tem sido de fundamental importância para o seu desenvolvimento profissional. “Trabalhei em uma linha de montagem em uma empresa no Distrito Industrial, fiquei desempregada por um ano, conheci o Consulado da Mulher em 2007 e, com os cursos que fiz na área de salão de beleza, me sinto preparada para abrir o meu próprio salão”, festejou.
Mary Jane Pará conheceu a instituição ao assistir uma reportagem na televisão. “Prontamente me interessei. Tive a oportunidade ingressar nos cursos que o Consulado disponibiliza através das parcerias com o Senac e Sebrae. Estes cursos me trouxeram grandes habilidades, principalmente no setor de doces e salgados. Às vezes não conhecemos o verdadeiro potencial que existe dentro de nós, e muitas vezes desistimos de nossos sonhos, o que é um erro. Não podemos desistir nunca de nossos objetivos. Estou pronta para enfrentar novos desafios”, falou otimista.

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